Habitação

“Novo pacote para a habitação só terá impacto se sair do papel” e “a casa paga mais imposto do que um Rolls-Royce”, no painel dos stakeholders

A habitação precisa de menos impostos, mais previsibilidade e menos burocracia. Mas fiscalidade mais favorável não basta, o setor exige rapidez e segurança jurídica. Num painel que juntou advogados sócios da CMS, o presidente da APPII, e o CEO da Square, o setor imobiliário defendeu a execução rápida do novo pacote fiscal para a habitação.
Maria Teixeira Alves23 Jun
“Novo pacote para a habitação só terá impacto se sair do papel” e “a casa paga mais imposto do que um Rolls-Royce”, no painel dos stakeholders

“Nenhum Estado consegue responder a um défice de 300 mil casas apenas com investimento público”, diz secretária de Estado da Habitação

Patrícia Gonçalves Costa defende que é necessário chamar os investidores privados para dar resposta à crise na habitação, que no entender da governante deixou de ser desde há muito tempo um problema setorial. "É um ativo importantíssimo da economia, naquilo que é o emprego e a natalidade. Há poucas atividades com um papel tão transversal na sociedade", afirmou na conferência "Ano Zero da Habitação".
Rodolfo Alexandre Reis23 Jun
“Nenhum Estado consegue responder a um défice de 300 mil casas apenas com investimento público”, diz secretária de Estado da Habitação

Estabilização das pressões nos preços das casas? “Ainda falta muito caminho para lá chegarmos”, afirma CEO dos promotores imobiliários

Manuel Maria Gonçalves refere que "infelizmente", ainda não há a estabilização de preços que o país precisa e considera que a imigração é fundamental para o setor. Sobre o défice de 300 mil casas identificadas pelo Banco de Portugal, o CEO salienta que "número deixou de ser uma narrativa do setor privado e passou a ser um objetivo de política pública".
Rodolfo Alexandre Reis18 Jun
Estabilização das pressões nos preços das casas? “Ainda falta muito caminho para lá chegarmos”, afirma CEO dos promotores imobiliários

Habitação social reduz pressão da procura e ajuda a moderar as rendas

"Países com uma componente significativa de oferta pública, cooperativa ou de arrendamento não lucrativo no mercado de habitação tendem a ser mais resilientes a choques económicos e menos vulneráveis a dinâmicas especulativas", indica o estudo "Habitação em Portugal: determinantes da oferta e dinâmica de preços e rendas", publicado no Boletim Económico de junho hoje divulgado pelo banco central.
Habitação social reduz pressão da procura e ajuda a moderar as rendas

Rendas em Portugal descem 2,9% num ano em maio e aceleram queda nos últimos meses

As maiores subidas anuais das rendas das casas registaram-se em Viana do Castelo (17,5%), Castelo Branco (14,8%), Faro (11,2%) e Funchal (10,8%). Seguem-se Évora (8,1%), Ponta Delgada (8,1%), Setúbal (6,9%), Santarém (4%), Leiria (2,2%), Aveiro (1,9%) e Coimbra (1%). Em sentido oposto registaram-se descidas anuais do custo do arrendamento habitacional em Viseu (-8,4%), Porto (-7,7%), Lisboa (-2,7%) e Braga (-0,9%).
Redação6 Jun
Rendas em Portugal descem 2,9% num ano em maio e aceleram queda nos últimos meses