O governo francês está entre a espada e a parede. Se adotar medidas para acalmar os mercados, arrisca agravamento dos protestos nas ruas. Se nada fizer, os juros podem continuar a subir.
O euro é a tábua de salvação alemã. Leia-se, a contração económica prevista para a Alemanha em 2023 seria mais profunda sem a competitividade artificial concedida pelo euro.
O conjunto dos 27 Estados-membros também foi registado um excedente de 4,8 mil milhões de euros no saldo da balança comercial de bens com o resto do mundo, o primeiro desde julho de 2021.
Nas duas economias, a inflação core continua a preocupar e sem dar sinais de recuo, o que deve inclinar os decisores para novas subidas de juros em maio, de 50 pontos na zona euro e 25 pontos no Reino Unido.
Os dados recentes da zona euro têm sido "mistos", considera Philip Lane, com uma recuperação assinalável da confiança das famílias e empresas, mas insuficientes para equacionar já uma pausa no processo de aperto monetário.
O índice de construção está em queda há onze meses consecutivos. A Alemanha foi a economia da zona euro onde a construção registou o pior resultado, atingindo os 42,9 pontos.
Nenhuma subida das taxas de juro de referência a ser perpetrada pelo Banco Central Europeu será capaz de responder às assimetrias que assolam a zona euro.
O preço das casas teve, no quarto trimestre de 2022, um aumento homólogo de 2,9% na zona euro e 3,6% na União Europeia, e quebras de 1,7% e de 1,5%, respetivamente, em cadeia, divulgou esta terça-feira o Eurostat.
A inflação subjacente voltou a subir, mantendo a trajetória que se vem verificando há mais de um ano e colocando mais pressão sobre o BCE para continuar a subir os juros na próxima reunião de política monetária.
O Instituto Nacional de Estatística divulga hoje os números da inflação em março, que em fevereiro abrandou pelo quarto mês para 8,2% e ainda a estimativa rápida da atividade Turística de fevereiro.
"O actual stress bancário está a turvar as perspectivas da área do euro, uma vez que as ações dos bancos caíram acentuadamente e os custos de financiamento dispararam", lê-se na análise do banco norte-americano. A contração do crédito poderá afectar o crescimento económico.
A organização está mais otimista sobre a redução da inflação na zona euro este ano, mas mostra-se preocupada com a que exclui a energia e os alimentos, que continua elevada.
A OCDE prevê que o crescimento global deverá permanecer “abaixo das taxas de tendência em 2023 e 2024”, com “o endurecimento da política a continuar a fazer efeito”.
As previsões macroeconómicas divulgadas esta sexta-feira mostram que a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) está mais otimista sobre as previsões da economia dos países da moeda única face ao relatório de novembro.
O Banco de Portugal questionou os bancos sobre a exposição ao Credit Suisse. Fontes da banca portuguesa asseguram ao JE que a sua exposição é muito baixa. Ainda assim a maior exposição está no Novobanco, apurou o JE.
Juros terão de subir menos depois dos problemas na banca nos EUA e Europa e medo de contágio, apesar de menor, mantém-se. Reação rápida dos bancos centrais ajudou, mas há muito trabalho pela frente.
Em Portugal o índice de produção industrial caiu 2,7% em janeiro de 2023 face a 2022, já em comparação com o mesmo período homólogo, o índice de produção industrial cresceu 5,1%.
No entanto, existe uma preocupação de que a subida de preços, devido à inflação, combinada com a resiliência económica, possa levar o Banco Central Europeu a seguir uma política monetária mais agressiva, o que pode provocar efeitos negativos a nível do crescimento do lado da procura.
A avaliação da situação atual e as expectativas quanto aos próximos meses continuam a melhorar. Recessão parece estar fora de questão, mas cenário de estagflação ainda preocupa investidores.