O governo francês está entre a espada e a parede. Se adotar medidas para acalmar os mercados, arrisca agravamento dos protestos nas ruas. Se nada fizer, os juros podem continuar a subir.
Os PMI finais para o bloco da moeda única foram revistos em baixa, sinalizando uma fraqueza ainda mais evidente das perspetivas na zona euro e um mínimo de oito meses no indicador. Indústria continua a ser o principal impedimento, mas sector dos serviços começa a dar sinais de abrandamento.
A recessão de 2023, que parecia inevitável no final do ano passado, continua sem chegar, mesmo com o recuo claro da inflação. Há efeitos base a beneficiarem a leitura de julho e mais se seguirão durante o verão, mas a tendência de alívio na pressão vivida nos preços europeus parece para continuar.
O Eurostat pôs o produto europeu na estagnação, e o tira-teimas será a 31 deste mês, quando a Irlanda terá a estimativa final. Ou seja, depende da Irlanda estarmos em recessão.
O consumo das famílias por habitante acelerou 0,5% e entre outubro e dezembro últimos diminuiu 1,6%, na zona euro e o rendimento abrandou, respetivamente, 0,3% e 0,5%.
O organismo cita a melhoria da inflação e a maior resistência do sector terciário europeu e do consumo norte-americano como as principais razões para a revisão em alta. No entanto, os riscos são sobretudo negativos.
Esta estratégia, segundo economistas e decisores de política monetária consultados pelo "Financial Times", permitirá reforçar o combate à inflação, ao mesmo tempo que abre espaço para uma nova onda de compra de ativos na próxima crise.
Com a inflação a ceder face à subida dos juros, ganha força a possibilidade de uma aterragem suave nos dois lados do Atlântico. Os bancos centrais terão evitado o pior?
O Eurostat reviu em alta os valores do crescimento no primeiro trimestre, apontando agora a uma taxa nula para a zona euro e um avanço de 0,2% na UE. Estes dados contrariam a ideia de uma recessão técnica na moeda única, ao já não se verificarem dois trimestres seguidos de contração em cadeia.
A economia espanhola é a primeira da Zona Euro a atingir o objetivo proposto pelo BCE: inflação ficar abaixo dos 2%. No entanto, a inflação subjacente é a que está a preocupar, uma vez que se fixou em 5,9%, caindo apenas duas décimas em relação a maio.
"Especialistas do mercado financeiro preveem uma nova deterioração da situação económica até o final do ano. Uma das principais razões para isso é a expectativa de aumento das taxas de juros", alerta o presidente do ZEW.
A previsão de crescimento da economia nacional representa uma revisão em alta, mais 2,3 pontos percentuais, em relação à estimativa apresentada em dezembro pela empresa de seguros de crédito.
"A economia da zona euro paralisou no final do segundo trimestre, colocando fim a uma sólida sequência de crescimento encabeçado pelo sector dos serviços que se observou desde o início do ano", destacou um relatório do S&P Global.
A inflação tem dominado a atualidade macro e esta semana traz nova leva de estimativas rápidas na Europa, incluindo Portugal e o bloco da moeda única. Ambas as economias estão numa trajetória sustentada de descida do indicador, embora a inflação subjacente continue a preocupar em ambos os casos, sinalizando uma pressão nos preços mais persistente e, portanto, mais trabalho para o BCE.
A rendibilidade das empresas na zona euro subiu para um nível recorde no último trimestre, mantendo a pressão sobre a inflação, uma vez que a tão esperada queda das margens das empresas está a ser adiada, revelou um documento do Banco Central Europeu (BCE).