O governo francês está entre a espada e a parede. Se adotar medidas para acalmar os mercados, arrisca agravamento dos protestos nas ruas. Se nada fizer, os juros podem continuar a subir.
De acordo com o serviço estatístico da União Europeia (UE), as exportações de bens da área do euro para o resto do mundo situaram-se em 227,7 mil milhões de euros (ME) em agosto de 2026, registando um aumento de 9,9% em comparação com agosto de 2025 (207,2 mil ME).
Mesmo a prever 2,1% para este ano e 1,9% para o próximo, o Fundo Monetário continua menos otimista do que o Governo. Para a economia global, a previsão melhora ligeiramente para 2026 e mantém-se para 2027. Preços em Portugal deverão subir menos este ano do que em junho, mas para 2027 o FMI espera agora um agravamento da inflação.
A economia francesa cresce pouco. Em setembro, o governo gaulês reviu em baixa a previsão de crescimento para 2026, de 0,7% para 0,5%, enquanto o FMI estima um crescimento potencial de 1% no longo prazo.
Os juros da dívida francesa a 10 anos fecharam a semana anterior próximos de 5% e, com uma situação política pouco animadora, os mercados não estão otimistas. O euro caiu para mínimos de 17 meses face ao dólar como resultado e ainda deve recuar mais, fazendo soar os alarmes quanto a possíveis contágios a outros Estados-membros, mas Bruxelas e o BCE têm hoje ferramentas para conter crises de mercado que não existiam em 2012.
"Analisando as principais componentes da inflação na zona euro, prevê-se que a energia registe a taxa anual mais elevada em setembro (18,8%, contra 14,3% em agosto), seguida pelos serviços (3,2%, contra 3,0% em agosto), alimentação, bebidas alcoólicas e tabaco (1,4%, contra 1,1% em agosto) e bens industriais não energéticos (1,1%, contra 1,2% em agosto)", referiu o Eurostat.
No quarto trimestre, a inflação europeia poderá atingir 3,6%, enquanto a inflação subjacente deverá ficar em 2,5%, corroborando o impacto do choque energético.
Além da presidente do banco central, que aparenta cada vez mais ir sair antes do fim de 2027, o economista-chefe Philip Lane e Isabel Schnabel, um dos membros mais hawkish do Conselho atual, veem os seus mandatos terminarem no próximo ano, obrigando a mexidas de relevo na liderança do BCE.
A subida do rating reflete “o fortalecimento das finanças públicas de Portugal, incluindo uma trajetória projetada de redução da dívida pública e saldos orçamentais consideravelmente mais fortes do que os dos seus pares, sustentados por um forte compromisso político com a prudência orçamental”, explica a Fitch, em comunicado.
Dados hoje publicados pelo gabinete estatístico da União Europeia (UE), o Eurostat, revelam que, em agosto de 2025, a inflação na zona euro se situava em 2,0%, tendo agora subido para 3,3%, um ano depois.
O BdP atualiza os números do investimento direto, que foi de 2,1 mil milhões de euros no primeiro trimestre, contrastando com o saldo negativo de 1,6 mil milhões do período homólogo. Lá fora, o mercado está de olhos postos nos resultados trimestrais da Nvidia. É também dia de conhecer o PIB dos EUA no segundo trimestre.
Segundo os dados do serviço de estatística da União Europeia, na zona euro, o indicador voltou a subir em julho, depois de um ligeiro recuo em junho (2,8%), e situa-se acima dos 2% registados no mesmo mês de 2025.
Em 2026, 92% das empresas com pontos de venda físicos aceitavam pagamentos em dinheiro, contra 90% em 2024, o que marca uma “recuperação após o recuo observado durante e imediatamente após a pandemia”, referiu o BCE, em comunicado.
Os dados do Eurostat revelam que a União Europeia registou um aumento de 0,2% face a maio na produção industrial, enquanto na zona euro o indicar manteve-se estável em junho.
A evolução dos preços na Alemanha em julho reflete o maior encarecimento do petróleo e do gás, com um aumento homólogo de 8,3% na fatura energética, depois de um incremento de 3,4% em junho e de 6,6% em maio.