O governo francês está entre a espada e a parede. Se adotar medidas para acalmar os mercados, arrisca agravamento dos protestos nas ruas. Se nada fizer, os juros podem continuar a subir.
A confiança continua a deteriorar-se na Alemanha e o fenómeno atinge todos os sectores, pesando nas perspetivas do país e do bloco da moeda única. Indústria é a grande preocupação, mas expectativas na construção continuam a piorar e os serviços, a boia de salvação até agora, dão sinais de fraqueza.
Os dados dos preços no consumidor correspondem a uma desaceleração da inflação em julho, ao passo que o PIB abrandou no segundo trimestre. Ainda assim, os investidores não ganharam confiança e a bolsa de Wall Street, por exemplo, registou danos sérios. O mercado imobiliário esteve em foco, com o impacto evidente da queda da filial da Evergrande nos EUA.
A evolução homóloga do Índice de Preços no Consumidor continua nos níveis mais altos em quase um ano e meio, ainda que com desacelerações ao longo dos últimos meses.
A mais recente estimativa do Eurostat indica que a economia portuguesa cresceu 2,3% no terceiro trimestre do ano, a terceira mais robusta expansão na União Europeia, que multiplica por quatro o desempenho do conjunto das economias dos 27. A Irlanda lidera o ranking, seguida pela Roménia e por Chipre, que iguala Portugal.
O país parece ter entrado em modo dual. Um lado da economia afirma-se pujante e desafia o ritmo de crescimento europeu, e outro parece condenado a seguir em último e sem capacidade de recuperação.
Depois de largos meses como a boia de salvação da economia europeia, o sector dos serviços entrou em terreno de contração, levantando novamente as preocupações quanto a uma recessão este ano. Reino Unido fica em posição ainda mais frágil, enquanto EUA continuam em expansão, mas a mais lenta do último meio ano.
A confiança dos consumidores na União Europeia (UE) e na zona euro recuou em agosto, quebrando uma tendência de melhoria dos últimos meses, e muito abaixo da média de longo prazo, divulgou hoje a Comissão Europeia.
Dados hoje publicados pelo serviço estatístico europeu, o Eurostat, revelam que, no acumulado do ano, a área da moeda única registou um excedente do comércio internacional de bens de 5,3 mil milhões de euros entre janeiro e junho de 2023, em comparação com um défice de 151,8 mil milhões de euros em igual período de 2022.
Estimativas do Produto Interno Bruto para a União Europeia e para a zona euro ficam abaixo da subida portuguesa de 2,3%, conforme a lista apresentada pelo gabinete de estatísticas europeu.
A avaliação da situação económica na Alemanha em agosto piorou mais do que o esperado, com o indicador correspondente a cair 11,8 pontos para um novo valor de - 71,3 pontos (-59,5 em julho).
A economia europeia continua a demonstrar resiliência devido, mais uma vez, à capacidade para descer o preço da energia, reduzir os constrangimentos no abastecimento, uma melhoria na confiança dos consumidores e um forte mercado laboral, destacam analistas.
Dos 70 bancos analisados pela EBA, apenas dois enfrentariam problemas de rácios e capital no caso extremo de uma quebra forte do PIB e inflação elevada, um cenário melhor do que verificado em anteriores testes.
As encomendas à indústria alemã cresceram 7% em junho em comparação com o mês anterior, o terceiro mês consecutivo em que a indústria vê crescer as perspetivas de receitas.