A cotação do barril de petróleo Brent para entrega em janeiro terminou hoje no mercado de futuros de Londres em queda de 7,63%, para os 104,77 dólares.
O vice-presidente eleito dos Estados Unidos, JD Vance, e o presidente Donald Trump manifestaram otimismo quanto a um possível acordo negociado para encerrar o conflito armado com o Irão, destacando avanços em conversas indiretas mediadas por terceiros. Trump associou o progresso diplomático a uma queda expressiva de quase 10 dólares no preço do barril de petróleo bruto, impulsionada pelo recuo nas expectativas de uma guerra.
A análise incidiu sobre 47 PPR com custos conhecidos. Destes, 12 apresentam encargos anuais iguais ou superiores a 2%, enquanto 41 cobram pelo menos 1,1% por ano. Já o custo mediano situa-se em 1,59%, nível que, segundo o estudo, absorve cerca de 80% da vantagem fiscal proporcionada pelo produto.
O movimento de maior cautela foi impulsionado pela alta do petróleo Brent, referência global, que saltou 7,98%, para 109,29 dólares por barril, maior nível desde maio. O WTI (West Texas Intermediate), referência nos Estados Unidos, subiu em proporção semelhante, para 103,94 dólares por barril.
A Fed subiu esta semana os juros pela primeira vez desde 2023, e Wall Street respondeu com quedas generalizadas nos bancos e um recuo do Dow Jones acima de 600 pontos — um prenúncio do que hoje promete ser uma sessão de resposta em toda a linha, com o petróleo acima dos 107 dólares a manter a pressão sobre as decisões dos bancos centrais dos dois lados do Atlântico.
O Presidente do Conselho Europeu, António Costa termina périplo europeu que realizou pelas capitais da União Europeia (exceto Estocolmo porque a Suécia tem eleições no fim de semana) para discutir e encontrar consensos em torno do próximo orçamento da União Europeia (UE), para o período entre 2028 e 2034.
Os principais índices norte-americanos chegaram a negociar em terreno positivo ao longo da sessão, mas inverteram a tendência depois da decisão da Fed e das declarações do banco central. A autoridade monetária norte-americana aumentou a taxa em 25 pontos base, para um intervalo entre 3,75% e 4%, numa decisão aprovada por unanimidade, com 12 votos a favor.
O presidente da Fed nomeado por Trump não abriu o jogo quanto a possíveis embates com a Casa Branca, mas explicou as razões que levaram à subida de taxas. "As tendências interessam; as leituras pontuais são ruído", argumentou.
O mercado vinha apostando cada vez mais neste cenário, face a uma inflação persistente e um mercado laboral rígido. A questão para investidores e analistas agora é se este será o arranque de novo ciclo de aperto ou uma subida isolada, sendo que as projeções macro apontam para uma maioria dos membros da Fed antecipando mais uma subida até final do ano.
Segundo o analista de mercados do Millenium Ramiro Loureiro "bolsas norte-americanas abrem em alta ligeira, num dia em que os preços do petróleo e as yields de divida soberana recuam ligeiramente".
Segundo Filipe Silva, a subida da taxa de colocação resulta sobretudo da evolução das taxas de mercado e da alteração das expectativas em torno da política monetária do Banco Central Europeu (BCE), não evidenciando uma deterioração da perceção de risco sobre a dívida portuguesa.
A Euribor desceu hoje a três meses e subiu a seis e a 12 meses para novos máximos desde outubro e julho de 2024, após o Banco Central Europeu ter subido as taxas diretoras na quinta-feira. Com as alterações de hoje, a taxa a três meses, que recuou para 2,661%, continuou abaixo das taxas a […]
As maiores subidas na bolsa portuguesa vão para a Galp Energia que valoriza 0,96% para os 22,18 euros, seguida pela Teixeira Duarte que avança 0,83% para os 0,48 euros, e o Banco Comercial Português (BCP) sobe 0,76% para os 1,19 euros.
A inflação continua acima do objetivo e o novo disparo dos preços da energia não permite antever menos pressões nos preços no futuro imediato. Com a credibilidade da Fed em jogo, Kevin Warsh vê-se politicamente encurralado entre os pedidos de Trump, que o nomeou, para que se cortem taxas, e a expectativa do mercado para que vença a luta contra a inflação.
Os mercados financeiros entram na sessão desta quarta-feira, 16 de setembro, sob forte pressão, com os investidores a aguardarem a decisão da Reserva Federal norte-americana sobre as taxas de juro e a acompanharem a subida das yields das obrigações do Tesouro dos Estados Unidos, num contexto marcado pelo aumento dos preços do petróleo e pela escalada das tensões geopolíticas no Médio Oriente.
O crude do Mar do Norte, de referência na Europa, fechou a sessão no Intercontinental Exchange a cotar 3,07 dólares acima dos 105,68 dólares com que encerrou as transações na terça-feira.
Os juros da dívida pública têm estado a disparar, sobretudo nas maturidades mais longas. Os rendimentos dos títulos soberanos em todo o mundo são motivo de preocupação, particularmente nos Estados Unidos, onde o título do Tesouro de 10 anos atingiu o nível mais alto desde 2007.
A Freedom24 indica que, após a divulgação dos dados da inflação de agosto nos Estados Unidos, a probabilidade de um aumento da taxa de juro de referência se situa em cerca de 87% segundo a ferramenta CME FedWatch e em aproximadamente 79% na Polymarket.
Em síntese, tratou-se de um fecho negativo na quase totalidade da Europa, com o petróleo a ditar o ritmo, os juros a subir e o PSI como exceção positiva num dia de pressão generalizada nos mercados internacionais.
A NYSE abriu em leve baixa, na véspera de importantes comunicações de política monetárias da Fed. Os receios de maior agressividade em movimentos de subida de taxas de juro para responder ao reaparecimento de pressões inflacionistas, devido ao escalar das tensões geopolíticas no Médio Oriente, estão a condicionar o sentimento de mercado, defende a MTrader:
Neste episódio do “Para Bom Entendedor”, abordamos um tema cada vez mais presente no mundo digital: as burlas e fraudes alegadamente relacionadas com investimentos.