PSI cai arrastado pela queda da Galp em dia de otimismo para conflito do Médio Oriente

No mercado de matérias-primas, os preços do petróleo sofrem um tombo superior a 7%, depois de o Presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, ter afirmado que o governo está empenhado em resolver o conflito no Médio Oriente por meio do diálogo.

PSI cai arrastado pela queda da Galp em dia de otimismo para conflito do Médio Oriente
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O índice PSI encerrou a sessão desta segunda-feira, 2 de novembro, em ligeira queda de 0,26%, fixando-se nos 9.252,46 pontos, num dia marcado pela forte desvalorização do petróleo nos mercados internacionais e por uma vaga de dados macroeconómicos.

A penalizar o índice nacional, a Galp Energia destacou-se como o pior desempenho, ao recuar 2,21% para 20,32 euros, acompanhando a tendência negativa das matérias-primas energéticas.

Ainda no campo das perdas, as ações dos CTT caíram 1,59% para 5,27 euros e a NOS SGPS desvalorizou 0,67% para 5,175 euros.

Pela positiva, a Corticeira Amorim liderou os ganhos ao subir 2,04% para 7,00 euros no dia em que apresentou resultados (após o fecho do mercado), seguida pela Semapa, que avançou 1,12% para 19,84 euros, e pela EDP Renováveis, que valorizou 0,56% para 12,57 euros.

O BCP manteve-se inalterado nos 1,0775 euros, apesar de a casa de investimento Mediobanca ter cortado a recomendação do banco de “comprar” para “neutral”, revendo em baixa o preço-alvo de 1,29 euros para 1,21 euros por ação.

O Millennium investment banking, no seu comentário diário de mercado, salientou que as bolsas europeias encerraram globalmente em alta, animadas pela descida acentuada do petróleo, enquanto os investidores digeriam a divulgação de dados económicos.

O Stoxx 600 avançou 0,45%, enquanto o EuroStoxx 50 fechou nos 6.176,06 pontos, um ganho de 0,73%. Entre os principais índices europeus, o francês CAC 40 registou a maior subida percentual ao valorizar 0,98% para 8.047,69 pontos.

O espanhol IBEX 35 subiu 1,63% para 18.957,80 pontos, o italiano FTSE MIB avançou 0,90% para 49.947,94 pontos, o alemão DAX ganhou 0,63% para 25.981,09 pontos e o britânico FTSE 100 registou um acréscimo de 0,29% para 10.761,33 pontos.

No mercado de matérias-primas, os preços do petróleo sofrem um tombo superior a 7%, depois de o Presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, ter afirmado que o governo está empenhado em resolver o conflito no Médio Oriente por meio do diálogo. O barril de Brent do Mar do Norte recuou 7,43% para 105,00 dólares, enquanto o crude leve norte-americano (WTI) caiu 7,13% para 96,70 dólares.

No mercado secundário de dívida, as yields das obrigações soberanas aliviaram de forma generalizada. A yield das Bunds alemãs a 10 anos recuou 2,94 pontos base para 3,29%, enquanto a dívida portuguesa com o mesmo prazo desceu 5,16 pontos base para 3,73%. Em França, a taxa a 10 anos caiu 7,43 pontos base para 4,90%, e nos Estados Unidos, a yield das Treasuries a 10 anos recuou 4,42 pontos base para 4,87%.

O contexto macroeconómico tem sido marcado por uma aceleração inesperada da atividade industrial nos Estados Unidos. O índice ISM da indústria subiu de 54,5 em setembro para 55,5 em outubro, superando as expectativas de manutenção e refletindo um forte dinamismo na produção e nos stocks, num momento em que os mercados aguardam com grande expectativa as eleições intercalares (midterms) norte-americanas que se realizam esta terça-feira.

No plano geopolítico, os mercados continuam a monitorizar a situação na Europa de Leste. Segundo relatos, os Estados Unidos pretendem reiniciar os fornecimentos de gás russo à Europa através da Ucrânia, um plano proposto por enviados norte-americanos que envolveria a venda através de uma empresa dos EUA para contornar as sanções da UE.

Entretanto, na frente política europeia, a Bélgica enfrenta uma crise governamental. O primeiro-ministro belga, Bart De Wever, apresentou a demissão do seu governo ao Rei Philippe, após o colapso das negociações da coligação para o orçamento de 2027, num impasse que ameaça a estabilidade do país, que apresenta um défice de cerca de 5,2% do PIB e uma dívida pública acima dos 108%. O monarca ainda não aceitou a demissão.

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