Governo do Canadá vai taxar 700 produtos importados dos EUA, em retaliação pelas novas tarifas sobre produtos canadianos introduzidas em agosto por Donald Trump.
Os mercados internacionais estão a ser palco de quedas acentuadas nos futuros de crude e Brent, que já rondam os 16% e 15% desde o início de abril. Avizinha-se a maior queda em mais de três anos para mínimos que datam da pandemia.
"Os impostos sobre os rendimentos de muitas pessoas vão ser substancialmente reduzidos, talvez totalmente eliminados", com foco em quem ganha menos de 200 mil dólares por ano. A garantia é do presidente dos EUA, que quer usar as receitas resultantes das tarifas para aplicar a medida.
Ministérios do Comércio e dos Negócios Estrangeiros desmentiram a existência de contactos com a administração Trump sobre as tarifas. E mantêm que só aceitam a retirada total dessas barreiras ao comércio.
As principais praças registaram ganhos, sobretudo no caso da bolsa de Frankfurt, cujo índice de referência subiu mais de 3%. Lisboa, por seu turno, ficou perto da linha d'água, já que o PSI ficou castigado por quedas de cotadas como Jerónimo Martins e EDP.
As principais praças europeias registaram subidas inferiores a 1% e contrariaram o sentimento negativo que se fez sentir nas primeiras horas. Esta quarta-feira, destaque para dados PMI e balança comercial da zona euro, assim como as contas da Volvo, entre outras gigantes de variados setores.
O alerta é da palestrante Bárbara Barroso, que sublinha a importância de os investidores não tomarem decisões emocionais e lembra que é em períodos de volatilidade que surgem, por vezes, as melhores oportunidades nos mercados.
As praças europeias registaram um sentimento maioritariamente positivo, que se estendeu a Lisboa, ainda que o banco tenha registado uma descapitalização de 4%. O grupo EDP destacou-se pela positiva.
Dia animado nas bolsas europeias, em particular na indústria automóvel, depois dos sinais deixados por Trump sobre a possibilidade de aliviar as tarifas. Em sentido oposto, Louis Vuitton e a Christian Dior apresentaram contas e caíram perto de 7%. Esta quarta-feira, destaque para os resultados da maior fabricante de chips da Europa.
O sentimento é positivo por toda a Europa e Lisboa segue no mesmo sentido, com o único banco cotado no índice a liderar a alta generalizada. No exterior, a Louis Vuitton cai mais de 7%, após resultados.
A Associação Nacional de Construtores gastou cerca de 17 mil milhões de euros em aço comprado à China. Com as atuais tarifas prevê-se um impacto mínimo de 3,2 mil milhões de euros, que serão distribuídos pelas empresas do setor da construção norte-americana.
As principais praças beneficiaram do sentimento positivo que se viveu em todos os setores, mas de forma mais intensa na banca. Segue-se a reação dos investidores às contas da Louis Vuitton.
O presidente norte-americano fez saber que tem na manga novas tarifas aos chips semicondutores. Em causa está a intenção de que a produção aumente em solo norte-americano.
As principais praças europeias registaram ganhos superiores a 2%, num dia positivo em todos os setores. Lisboa ficou aquém, apesar das subidas de 3% no BCP e 5% na cotada da construção.
As bolsas europeias registaram leves perdas na sessão de sexta-feira, a última de uma semana de mexidas intensas, em função das tensões comerciais, sobretudo entre Estados Unidos e China. A nova semana vai ficar marcada por resultados empresariais, a começar com o Goldman Sachs.
A segunda maior economia do mundo encara esta decisão de Trump como "um pequeno passo para corrigir uma decisão errada" mas ainda é assim, o poder político chinês considera que a administração dos EUA deve ir mais longe.
Num momento em que grupos como a Stellantis e a Volkswagen se mostram extremamente pressionados pela guerra comercial em duas frentes (China e EUA), a estratégia da Renault parece ter sido a mais adequada para o que se avizinha.
Os economistas do Bank of America analisaram o fenómeno e consideram que, apesar da pausa de noventa dias estabelecida para negociações, o fenómeno desencadeado por Trump vai custar 1,5 do PIB norte-americano.
Relativamente à política comercial norte-americana, Friedrich Merz considera que a guerra comercial que resulta dessa estratégia "está a aumentar o risco de que uma crise financeira possa ser desencadeada mais cedo do que o esperado"