Governo do Canadá vai taxar 700 produtos importados dos EUA, em retaliação pelas novas tarifas sobre produtos canadianos introduzidas em agosto por Donald Trump.
Diamantes enfrentam uma tarifa de importação básica de 10% para os EUA — um mercado que representa mais de metade da procura global por estas pedras preciosas.
O presidente dos EUA ameaçou impor tarifas de 50% aos bens importados de economias europeias. A possibilidade despoletou fortes inseguranças, sobretudo no que diz respeito ao setor automóvel.
A nova ameaça efetuada por Trump sobre possíveis futuras tarifas gerou perdas nas principais bolsas europeias, em particular nos países da UE. Por cá, o índice PSI não caiu tanto como outros, apesar de ter sido fortemente castigado pela reação às contas da Altri referentes ao primeiro trimestre.
O Japão, que recebeu tratamento prioritário dos EUA nas negociações, ainda não chegou a um acordo com Washington e prepara-se para uma terceira ronda de diálogo.
O sentimento positivo resultante do alívio das tensões comerciais voltou a notar-se na sessão desta terça-feira. O setor automóvel esteve em destaque, liderado pela Stellantis, que valorizou mais de 4%, ao passo que a farmacêutica Bayer apresentou contas e ganhou quase 3%.
A aproximação entre as duas maiores economias do globo levou as bolsas de todo o mundo a um dia francamente positivo, com os mercados a mostrarem maior apetite pelo risco. Seguem-se dados da inflação norte-americana.
O bloco europeu quer que os EUA cedam no que diz respeito às tarifas comerciais a aplicar às economias da UE. Nesse sentido, já no passado foram iniciadas conversações, que devem retomar nos próximos dias.
EUA e China estabeleceram o adiar das tarifas às importações mútuas por 90 dias. Apesar de o acordo não ser definitivo, é uma demonstração de alguma aproximação entre as duas maiores economias do mundo, pelo que os mercados reagiram em forte alta. Lisboa não foi exceção e a EDP Renováveis liderou o sentimento, ao ganhar mais de 5%.
As principais praças europeias estão a registar um sentimento visivelmente positivo, com os índices de referência a negociarem no verde. O PSI segue pelo mesmo caminho, liderado pelas subidas do BCP, Galp e Navigator.
O acordo comercial assinado entre EUA e Reino Unido, a par do agendar de negociações para o mesmo efeito entre norte-americanos e China, levaram a uma redução das tensões, na perspetiva dos mercados. O sentimento gerou algum ânimo nos mercados de ações e, sobretudo, um maior apetite por ativos de risco.
Gigantes como Nvidia, AMD ou Super Micro já reconheceram dificuldades nos seus negócios, em função das tarifas comerciais e das restrições nas exportações para o mercado chinês.
A garantia é do comissário europeu do Comércio, na sequência de uma proposta efetuada por Bruxelas tendo em vista "zero tarifas" entre o bloco europeu e a maior economia do mundo. À falta de um acordo, garante que a UE não pode ficar "de braços cruzados".
A UE que negociar com os EUA a redução das tarifas comerciais, mas quer trabalhar em todos os cenários e, por esse motivo, prepara-se para a eventualidade de não obter o resultado pretendido. Nesse sentido, coloca a hipótese de impor tarifas sobre 100 milhões de euros em importações de bens dos EUA.
As encomendas inferiores a 800 dólares estavam isentas de impostos graças à regra conhecida como de minimis, mas esse benefício acabou eliminado com a entrada em vigor do novo pacote de tarifas.
As principais bolsas europeias e os índices de referência em Nova Iorque registaram subidas significativas a fechar a última semana, animadas pela resiliência superior ao esperado das empresas norte-americanas em contexto de guerra comercial. Seguem-se contas da gigante Palantir e durante a semana à decisão da Reserva Federal sobre os juros.
A porta negocial de Pequim está "aberta", mas apenas se os EUA mostrarem "sinceridade" e estiverem prontos para "cancelar a imposição unilateral de tarifas", fez saber o Ministério do Comércio chinês, enquanto os representantes japoneses em Washington veem um acordo mais próximo com os norte-americanos.
A retalhista online chinesa encontrou uma forma de fazer os seus artigos chegarem aos consumidores norte-americanos sem subir os preços, apesar das novas taxas alfandegárias e das tarifas de Trump, que castigam de forma particularmente severa as importações da China.
Os receios da possível recessão nos EUA, a par das tarifas comerciais e das dúvidas sobre o desenvolvimento de IA foram motores para a volatilidade das bolsas desde a tomada de posse. No S&P500, houve uma queda acumulada de 8%, a maior na reação a um novo presidente dos EUA desde os anos 70.
A época de resultados está a decorrer e as tarifas comerciais implementadas pelos EUA não deixam de ser um dos fatores mais significativos, na perspetiva dos mercados. Ao mesmo tempo, é notório o impacto das contas de determinadas gigantes empresariais.