O desafio dos próximos quatro anos será construir uma política menos dependente de sobrenomes, salvadores e algoritmos e mais comprometida com ideias, instituições e perspectivas de longo prazo.
Se o BCE lançar o euro digital, os bancos deixam de ter o exclusivo da relação com o cliente nos pagamentos. A questão já não é se o euro digital chega, mas quem estará pronto quando chegar.
A TAP lembra-nos que a falta de continuidade tem um preço. E que os entendimentos de que agora tanto se fala não devem servir apenas para aprovar Orçamentos ou sustentar governos. Devem servir, sobretudo, para construir o país.
O maior mérito de Montenegro e Miranda Sarmento está em não abandonarem o caminho do equilíbrio. O desafio que enfrentam é mais exigente: transformar a estabilidade conquistada em crescimento e prosperidade.
Num mundo de juros mais elevados e permanentes desafios políticos e geopolíticos, que impactam o custo de vida dos portugueses, importa encontrar respostas aos problemas imediatos, mas também manter o curso estratégico de futuro.
O crescimento suportado, maioritariamente, no turismo, serviços de baixo valor acrescentado e consumo interno, afasta-nos cada vez mais da média europeia.
Os resultados do PISA 2025 confirmam que falta uma estratégia de afetação de recursos orientada a resultados, com metas claras, avaliação séria do que funciona e coragem política para reformar aquilo que não funciona.
Enquanto os EUA reforçam a sua política industrial, a China procura nos mercados internacionais espaço para a sua enorme capacidade produtiva, a Índia protege o seu mercado e o Japão e a Coreia continuam a apostar na inovação. Mas qual é a estratégia da Europa?
Pensar a longo prazo não significa decidir devagar. Significa decidir com profundidade, aceitar que nem tudo o que produz retorno imediato gera valor duradouro e compreender que a velocidade só constitui uma vantagem quando existe rumo.
A questão da habitação em Portugal não nasceu ontem, mas durante demasiado tempo faltou a coragem política de atuar sobre as suas causas reais e estruturais. Em 2025, essa dinâmica inverteu.
Enquanto a Fed influencia o ciclo financeiro global, o BCE opera num contexto de dependência externa e de fragmentação interna. A ausência de uma verdadeira união financeira e orçamental limita ainda mais a sua capacidade de resposta.
A pergunta relevante não é quando termina Trump. É o que sobra depois dele, e se esse saldo serve, ou não, os interesses estratégicos americanos a longo prazo.
A história económica mostra uma realidade simples. As empresas raramente falham por falta de eficiência. Falham quando se tornam extraordinariamente eficientes a fazer algo que já deixou de ser relevante.
O novo Cloud and AI Development Act propõe triplicar a capacidade europeia de centros de dados nos próximos sete anos. É uma meta ambiciosa, e tem de ser.
Um novo modelo de educação superior deve também reconhecer que aprender software deixou de ser uma especialização reservada a futuros informáticos e passou a ser uma literacia fundamental, tão estruturante como saber escrever ou calcular no século XX.
A ação militar norte-americana contra o Irão serviu para clarificar os limites do seu poder e a capacidade de resposta de Pequim às ameaças de Washington, tornando evidente uma correlação de forças internacionais comprometedora da liderança global dos EUA.
A primeira assembleia sem Buffett a comandar confirmou o que muitos suspeitavam: a Berkshire entrou numa nova era, mais técnica e menos folclórica, e isso é racional para uma holding que gere quase mil biliões de dólares em ativos.
A IA é hoje inescapável e tem de haver agilidade por parte das organizações em Portugal. Ao escrever este artigo, esta ideia sobressaiu: a reforma laboral em Portugal não se vai fazer por negociação, mas por choque tecnológico.
Quando a estratégia de IAl não nasce de uma necessidade concreta do negócio, transforma-se num exercício tecnológico isolado, incapaz de gerar impacto real na conta de resultados.