Especialistas apontam saúde e turismo como áreas de investimento e indicam que, apesar de a banca angolana estar mais sólida, continua presa ao crédito de curto prazo.
A criação de uma indústria capaz de transformar diamantes em riqueza sustentável foi apontada como uma das prioridades para o futuro da mineração em Angola. Em Lisboa, Artur Gonçalves defendeu no “Doing Business Angola” que o país deve deixar de ser apenas um exportador de matéria-prima.
Construir uma economia mais autónoma e menos vulnerável aos choques externos é, para o Grupo Opaia, um dos maiores desafios de Angola. Durante a conferência Doing Business Angola 2026, Hugo Azevedo, CFO da instituição, defendeu uma aposta integrada em sectores estratégicos.
Nos próximos três anos, Angola pretende vender quase seis dezenas de empresas públicas e de participações estatais em sectores como a banca, seguros, media, petróleo e ‘telecoms’. Jogadores de casino ficam de fora.
Sectores das telecomunicações, banca e seguros são peças chave para alavancar a economia angolana. CEOs das três aréas destacam oportunidades e potencial do mercado.
A escolha da personalidade empresarial da lusofonia recaiu sobre o fundador do grupo Nabeiro – Delta Cafés que faleceu em março deste ano. A figura consensual e humanista que nunca deixou de investir em Angola.
O potencial de investimento é enorme mas os desafios também. A conferência "Doing Business Angola", que decorreu esta terça-feira em Lisboa e foi organizada pelo JE e Forbes África Lusófona, deu a conhecer o ambicioso programa de privatizações num país onde o Estado terá que perceber o novo paradigma.
Luís Lélis, CEO do Banco Angolano de Investimento, disse na conferência “Doing Business Angola" que não consta do plano estratégico da instituição para 2022/2027 uma ida às compras.
"As funções do sector segurador são fundamentais para a existência de atividade económica organizada, com perspetivas de futuro e com capacidade de crescimento", afirmou Carlos Firme, PCE da Fortaleza Seguros, durante o painel "Sectores que Potenciam e Apoiam o Desenvolvimento em Angola"
Angola é o único local fora de Portugal onde a Nabeiro – Delta Cafés torra café, um mercado que é considerado pelo CEO do grupo, Rui Miguel Nabeiro, como “importantíssimo”.
Ângelo Gama, CEO da multinacional angolana de telecomunicações, revelou que está "quase, quase" a fazer a primeira venda de um software desenvolvido por Angola para uma multinacional norte-americana.
Diogo Caldas encorajou, esta terça-feira em Lisboa, os investidores internacionais a criarem estratégias de negócios e a aproveitar as oportunidades que Angola oferece.
Além de factores como a população jovem e a acessibilidade ao serviço, Miguel Geraldes destacou, no âmbito da conferência "Doing Business Angola", que teve lugar esta terça-feira, o "aumento concorrencial no mercado" das telecomunicações neste país.
A Mota-Engil nasceu em Angola e continua presente no país até hoje. Esta longa ligação levou a empresa a conseguir contornar todos os obstáculos que possam surgir aos recém-chegados.
Presidente da Câmara de Comércio e Indústria Portugal-Angola sugere que os diferentes desafios e paradigmas económicos que existem entre Portugal e Angola são oportunidades para investimentos.
"Não podemos cair na armadilha de adaptar o que vem de fora, mas não podemos esquecer que qualquer investidor que vem de fora vem à espera de encontrar os padrões internacionais que vê noutros processos, noutras jurisdições", disse hoje o advogado Hugo Moredo Santos.
"Há um novo paradigma. O Estado tem que se retirar da esfera privada", afirmou Indira Campos no painel "Privatizações: efeitos e perspectivas" na conferência "Doing Business Angola" que tem lugar esta terça-feira em Lisboa.
"São empresas que vão atrair bastante interesse pela dimensão, expetativa, pela reestruturação prévia para se adaptarem para estarem presentes em mercado", disse Paulo Trindade Costa, partner da Vieira de Almeida.
O Angola 2050 e o plano de desenvolvimento nacional 2023-2027 serviram de base para Ivan Marques dos Santos, secretário de Estado para a economia de Angola, apresentar os planos para o futuro do país.
Para Luís Rebelo de Sousa, administrador da AICEP, “a melhor forma de atrair novos investidores portugueses é acarinhar e robustecer as empresas portuguesas que já operam em Angola”.
O responsável pela coordenação da execução técnica do Programa de Privatizações de Angola apresentou um programa bastante abrangente, que vai dos transportes às telecomunicações, passando pelo sector financeiro.
A reflexão foi partilhada na conferência "Doing Business Angola", um evento organizado pel’O Jornal Económico e a Forbes África Lusófona que se realiza esta terça-feira em Lisboa. "É um argumento de racionalidade económica", defendeu o empresário.