O governo francês está entre a espada e a parede. Se adotar medidas para acalmar os mercados, arrisca agravamento dos protestos nas ruas. Se nada fizer, os juros podem continuar a subir.
O indicador homólogo de preços no bloco da moeda única subiu marginalmente em relação a outubro, reforçando a ideia de que o BCE não deve descer juros em dezembro - em linha com o antecipado pela OCDE, que argumenta que as economias mais desenvolvidas já terminaram ou estão prestes a terminar o atual ciclo de normalização monetária.
De acordo com os dados hoje divulgados pelo serviço estatístico europeu, entre julho e setembro o Produto Interno Bruto (PIB) da área do euro cresceu 0,2% face ao trimestre anterior e o dos 27 Estados-membros avançou 0,3%.
A Comissão Europeia publicou o projeto de Plano Orçamental do governo francês, que apresenta um défice no próximo ano praticamente igual ao alemão: -4,7%. Só Espanha e Bélgica não remeteram ainda este documento a Bruxelas.
Os saldos positivos continuam a ser raros entre os países da moeda única, com apenas três governos a anteciparem um excedente no próximo ano. Portugal só fica atrás de Chipre e Irlanda, que têm as metas mais ambiciosas. Na dívida, se tudo correr bem, supera Finlândia. E no crescimento económico, fica em quinto lugar.
O presidente do Conselho de Estabilidade Financeira disse aos membros do G20 que os riscos nos mercados são elevados e podem levar a um ajustamento desordenado. Mas o FMI tem uma visão bem menos catastrófica e nem a França lhe merece cuidado especial.
O primeiro-ministro fez-lhes a vontade retirando a revisão da idade da reforma e os socialistas dizem-se agora dispostos a voltar à conversa sobre o Orçamento do Estado. E o FMI já está em campo para ajudar o governo. A tensão sobre o spread da dívida diminuiu.
Excluindo apenas a energia, a inflação foi de 2,5% no grupo de 20 países que partilha a moeda única, e excluindo também a comida não processada, o valor foi de 2,4%.
Em 14 de agosto, o serviço de estatísticas europeu tinha, na estimativa rápida, previsto o crescimento homólogo do PIB da zona euro em 1,4% e da UE em 1,5%.
De acordo com o serviço de estatística da União Europeia, entre as principais componentes da inflação na zona euro, os alimentos, álcool e tabaco deverão registar a taxa anual mais elevada em agosto (3,2%, contra 3,3% em julho), seguidos dos serviços (3,1%, contra 3,2% em julho), dos bens industriais excluindo a energia (0,8%, estável em relação a julho) e da energia (-1,9%, contra -2,4% em julho).
As principais economias desenvolvidas estão a ser testadas para conseguirem manter um delicado equilíbrio entre taxas de desemprego em níveis historicamente baixos e necessidade de crescimento, enquanto aumentam as pressões sobre a oferta de trabalho e a inflação.
A inflação subjacente, que exclui o efeito dos preços mais voláteis, como energia e alimentos frescos, também se manteve estável, em 2,3%, o mesmo nível de maio e junho, de acordo com o índice harmonizado de preços ao consumidor hoje publicado pelo serviço de estatística da União Europeia (UE).
Desde a última revalorização do ouro, em 1988, o preço deste multiplicou-se por oito, pelo que é mais do que chegada a hora de fazer uma nova operação semelhante.
Entre os países da zona euro, as maiores taxas de inflação homóloga em julho – medidas pelo Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) – são apontadas na Estónia (5,6%), Croácia e Eslováquia (4,5% ambas) e Letónia (3,9%).
O impacto da atuação da Administração Trump sobre o dólar está claramente a abrir uma janela de oportunidade para que o euro assuma um papel cada vez mais importante nos mercados financeiros internacionais.
Segundo dados do Eurostat hoje divulgados, o rácio da dívida pública face ao PIB em Portugal atingiu 96,4% nos primeiros três meses, menos 2,7 pontos que no mesmo trimestre de 2024 e mais 1,5 pontos que no último trimestre de 2024.