Programa de incentivo ao abate automóvel estava previsto no ano passado mas não chegou a avançar. Diretora da Volkswagen Portugal defende a ideia de utilizar este apoio para a troca de veículos elétricos, num processo moroso para se atingir o objetivo de neutralidade carbónica até 2035. Sobre alterações na Autoeuropa e novas produções, Marília Machado dos Santos remete a palavra aos responsáveis da fábrica de Palmela.
"Ao longo dos próximos anos, devemos reduzir o pessoal de forma socialmente responsável, tirando partido, tanto quanto possível, dos regimes de reforma parcial e de pré-reforma", declarou o diretor de recursos humanos, Gunnar Kilian, citado em comunicado, após uma reunião de pessoal na sede da Volkswagen, em Wolfsburg.
O grupo automóvel viu as suas ações descerem 3% para 112 euros, um novo mínimo anual e próximo do registo de 2020, quando atingiu os 100 euros por ação. A construtora alemã apresentou um resultado operacional (EBIT) de 4,9 mil milhões de euros, o que representou um aumento homólogo de 15%.
A falta de componentes que são produzidos apenas na Eslovénia, algo que já fez com que a Autoeuropa deixasse de produzir 52 mil automóveis, poderá paralisar a produção em mais cinco fábricas do grupo germânico, avança o jornal "Público" esta terça-feira.
Segundo o coordenador das Comissões de Trabalhadores (CT) do parque industrial, Daniel Bernardino, as empresas do parque já confirmaram o despedimento de 191 trabalhadores precários, que se juntam aos 100 trabalhadores que a Autoeuropa também dispensou, embora estes últimos com a garantia de regressarem logo que seja retomada a produção.
"O impacto desta paragem também não terá impacto no nosso prémio de objetivos, essa parte será neutralizada para não se perder valor, e mantivemos o prémio de assiduidade, o que é bastante positivo", referiu Rogério Nogueira, coordenador da Comissão de Trabalhadores.
"Chegámos a acordo", disse o coordenador da comissão de trabalhadores ao Jornal Económico. As conversas sobre os termos do 'lay-off' na fábrica de Palmela tiveram início esta segunda-feira e prolongaram-se no dia seguinte a partir das 10h00.
Questionado sobre as declarações do gestor e professor universitário Luís Todo Bom sobre a saída da Autoeuropa de Portugal dentro de quatro-cinco anos, o coordenador da CT retorquiu: “Infundadas e despropositadas são as palavras mais ténues e brandas que tenho".
No final do mês de julho a Volkswagen e a XPENG Motors anunciaram uma aliança estratégica de longo prazo, através da qual a fabricante automóvel alemã vai adquirir uma participação de 4,99% da marca chinesa XPENG, por 630 milhões de euros, tendo em vista o desenvolvimento de veículos elétricos.
A Tesla, BYD e Grupo Volkswagen são as três fabricantes de veículos elétricos que mais modelos a bateria entregaram durante o primeiro semestre do ano.
A Volkswagen reduziu a perspetiva para a segunda metade do ano no mesmo dia em que apresentou uma quebra de 20% nos lucros dos primeiros seis meses. A fervorosa produção na China levou a fabricante alemã a fechar um acordo de produção para dois veículos naquele país, com o objetivo de acelerar as vendas e a primeira posição no mercado.
A nível automóvel, nos primeiros seis meses do ano as marcas do grupo fabricaram 4,69 milhões de automóveis (+12,8%), fecharam 4,45 milhões de vendas (+11,0%) e entregaram 4,37 milhões de veículos (+12,8%).
As ações da Xpeng, considerada uma das principais rivais da Tesla na China, dispararam quase 33% na bolsa de valores de Hong Kong, durante a sessão da manhã.
As vendas de veículos elétricos também cresceram no grupo, representando 7,36% dos veículos totais comercializados no primeiro semestre do ano. Em termos comparativos, as vendas deste segmento aumentaram 48,1% face ao período homólogo.
Plano da construtora alemã passa por crescer 40% até 2027 na produção de veículos híbridos e elétricos, projetando um aumento anual de 11% deste mercado na América do Sul até 2030.
Com o aumento dos lucros e receitas, a tesouraria das duas fabricantes europeias representa 56% do valor de mercado da Stellantis e 51% da Volkswagen, de acordo com o "El Economista", citando dados do fundo "Tressis Cartera Eco30".
Rupert Stadler disse que "aceitou" que os veículos fossem colocados à venda com ‘software’ não autorizado e "falhou" em informar os parceiros da Volkswagen, de acordo com a curta declaração lida pela advogada, Ulrike Thole-Groll.