Segundo o jornal “Der Spiegel”, a empresa não comentou sobre esta possibilidade, mas um porta-voz referiu que há um processo em andamento, sendo que a próxima ronda de negociações vai ser o local ideal para chegar a “acordos internos”.
Segundo o jornal “El Economista”, a empresa foi penalizada pelas vendas na China, que caíram 30%. As entregas nos Estados Unidos também foram afetadas, com uma queda de 78%, depois de terminados os subsídios governamentais.
A Volkswagen continua a ser um dos maiores construtores automóveis do mundo, mas o mercado deixou de lhe atribuir uma avaliação compatível com essa escala industrial. O grupo espera faturar cerca de 315 mil milhões de euros este ano. Em bolsa vale apenas cerca de 0,12 vezes esse montante.
O grupo automóvel alemão Volkswagen vai vender a fábrica de Osnabrück, que fabricará armamento para a Alemanha e para a Europa, com o objetivo de manter a maioria dos seus postos de trabalho a longo prazo.
Na mesma altura em que a Volkswagen anunciava mais 50 mil despedimentos, a Autoeuropa arrancou com a produção do T-Roc 100% híbrido e continua a preparar a fábrica para começar a produzir o seu primeiro 100% elétrico. Casa-mãe da Volkswagen rejeita impactos na fábrica portuguesa.
A decisão foi anunciada após uma reunião do comité executivo do conselho, antes da reunião plenária do órgão de supervisão do grupo, com sede em Wolfsburg, agendada para esta sexta-feira.
Entra também no STOXX 50 a Engie e sai a Wolters Kluwer. No STOXX 600 entra o Banco Nacional da Grécia e o Alpha Bank e saem a JD Sports Fashion, o Thule Group e a Fraport AG.
Enquanto a Alemanha prepara cortes que podem atingir 100 mil postos de trabalho, a Autoeuropa recebe investimento e foi escolhida para fabricar o futuro elétrico da marca.
No discurso proferido na principal fábrica de Wolfsburg, Blume indicou que estas medidas são necessárias porque os custos fixos do construtor automóvel são 30% mais elevados do que os dos seus concorrentes. Acrescentou ainda que a cifra frequentemente citada de 50.000 despedimentos adicionais a nível mundial é um cálculo teórico e não um objetivo fixo.
O CEO do Grupo Volkswagen, Oliver Blume, alertou que os problemas enfrentados pelo setor automóvel vão intensificar-se nos próximos anos, sublinhando a necessidade de cortes de custos profundos para garantir a sobrevivência da maior fabricante automóvel da Europa. As declarações surgem num momento em que a empresa se prepara para semanas de negociações cruciais sobre o seu plano de reestruturação.
A companhia previa inicialmente 50 mil despedimentos, mas num documento interno admite que possa aumentar o número para reduzir desvantagem competitiva face aos rivais.
A Volkswagen prevê ainda diminuir a sua capacidade de produção de 12 milhões de veículos por ano, que tinha antes da pandemia da Covid-19, para nove milhões de veículos por ano.
De acordo com a XTB, a dimensão da reestruturação supera processos históricos, como o da General Motors durante a crise financeira de 2009. Além da redução da força de trabalho, a fabricante alemã prevê cortar em 15% o investimento em Investigação e Desenvolvimento (I&D) ao longo dos próximos cinco anos.
A empresa sediada em Wolfsburgo já tinha delineado planos para cortar 50 mil postos de trabalho na Alemanha até ao final de 2030 e afirmou que pretende reduzir a sua capacidade de produção automóvel no país em 500 mil unidades.
"É assim que estamos a tornar a electromobilidade economicamente viável no segmento de volume e acessível às massas", afirmou Thomas Schäfer, CEO da marca VW, num evento em março.
Depois do ‘annus horribilis’ de 2018, com vendas a afundarem 30%, os novos donos da distribuidora nacional da Volkswagen já superaram as metas definidas. Novo objetivo? “Reconquistar a liderança do mercado”.