Foram cinco fabricantes - até agora - a descer as suas previsões de receitas e lucros para o total do ano. O mercado não reagiu da melhor forma e ações entraram em queda livre. Afinal, como está o mercado?
As novas previsões dão conta de receitas líquidas de dois mil milhões de euros na divisão automóvel, um valor que representa menos de metade dos 4,5 mil milhões de euros antecipados no início do ano.
As tensões na gigante automobilística estão altas, já que o encerramento de fábricas, o que seria uma novidade para a empresa na Alemanha, a colocou em rota de colisão com o sindicato IG Metall, que prometeu lutar contra tais medidas.
A Mercedes reduziu as previsões de lucro para o ano, assente no difícil ambiente macroeconómico e vendas mais fracas na China, seguindo o trajeto da concorrente BMW. Fabricantes alemãs estão a pressionar o índice.
A construtora automóvel alemã tem na calha um plano de corte de custos, que deve ser colocado em marcha até ao final do ano. Em causa estão seis fábricas na Alemanha.
O setor automóvel serve de espelho a uma economia a dar mostras de arrefecimento: depois de anos de investimento em inovação, não conseguiu responder aos desafios da produção norte-americana e principalmente da chinesa. Com os europeus a serem induzidos a abandonar os carros, a recuperação é uma quimera sem ‘road map’.
A Audi, que pertence ao grupo Volkswagen, avisou que não cederá a qualquer tipo de chantagem e ameaçou apresentar queixa, com recurso às imagens das câmaras de vigilância, caso as chaves não sejam devolvidas até ao meio-dia de segunda-feira.
Tribunal Regional de Braunschweig decidiu julgar o gestor num processo que reúne três acusações diferentes, nomeadamente fraude comercial, falso testemunho e manipulação de mercado, todas rejeitadas por Winterkorn, que afirma nunca ter tido conhecimento da fraude.
A indústria automóvel sofreu esta segunda-feira mais um revés, com a empresa alemã a colocar em cima da mesa, pela primeira vez, a eliminação de uma das fábricas de que dispõe na Alemanha.
Cada uma das partes ficará com uma participação de 50% na empresa comum. Não há "problemas sérios de concorrência a temer", explicou Andreas Mundt, diretor do Bundeskartellamt, citado no comunicado que atesta a aprovação pelo regulador.
O grupo alemão considerou também que o momento foi particularmente mal escolhido, tendo em conta a "fraqueza atual na procura de veículos elétricos na Alemanha e na Europa. Esse abrandamento do mercado pode ser agravado por um aumento das tarifas de viaturas importadas".
Esta parceria entre as duas construtoras automóveis vai permitir-lhes criar modelos de software para veículos elétricos semelhantes à da Tesla, com a joint-venture a querer avançar já para a próxima geração.
Os elétricos representaram 24% das vendas de carros novos na China, em 2023, segundo dados do sector. Se forem incluídos os híbridos, a quota de veículos alimentados por novas energias nas vendas totais atingiu 36%.
As vendas caíram 1% no primeiro trimestre mas, ao nível do lucro, a história foi outra, com uma perda de um quinto do resultado líquido observado no mesmo período do ano passado.
Numa declaração enviada à Bolsa de Valores de Hong Kong, onde está cotada, a Xpeng confirmou que o acordo inclui também um programa de aquisição conjunta de peças e plataformas utilizadas por ambas as empresas.