Por ter uma das suas principais fábricas na China, a Tesla beneficia de vantagens face às suas concorrentes, uma vez que no mercado chinês lhe atribui isenções fiscais, empréstimos baratos e outras formas de subsídios.
Bruxelas está focada em combater os subsídios do Governo chinês aos veículos elétricos produzidos no país, que permite a chegada à Europa de automóveis a preços bastante competitivos.
A Comissão Europeia vai investigar os veículos elétricos chineses sob o pretexto de que as marcas praticam preços baixos porque beneficiam de enormes subsídios estatais. A China mostrou desagrado e fala de consequências para as relações comerciais.
A França restringiu em maio a ajuda à compra de veículos elétricos para que apenas os "made in Europe" beneficiem do sistema. Bruxelas parece estar interessada em estender um sistema de proteção a todo o bloco.
No mês de agosto a rede nacional de carregamentos, Mobi.E, registou um total de 406.728 carregamentos, o que corresponde a uma subida de 73% face ao mesmo mês do ano passado e o que marca um novo recorde de utilização.
"Olhem para o sector dos veículos elétricos. É uma indústria crucial para uma economia ecológica, com um grande potencial para a Europa. Mas os mercados globais estão hoje inundados por carros elétricos chineses que são mais baratos", atirou a presidente da Comissão Europeia
O mercado de automóveis elétricos teve um crescimento de 61,1% em agosto, tendo os automóveis ligeiros de passageiros aumentado 58,7% e os veículos ligeiros de mercadorias subiram 241% no mês de agosto.
Depois de um passo atrás nas negociações entre a empresa de Elon Musk e a Comunidade de Valência, relatado em julho, os contactos parecem agora cada vez mais avançados.
Entre janeiro e julho deste ano, a fabricante chinesa atingiu um volume de vendas total de 1,5 milhões de unidades. A partir de julho deste ano as vendas globais de veículos movidos a novas emergias da BYD ultrapassaram os 4,8 milhões de unidades.
A Tesla, BYD e Grupo Volkswagen são as três fabricantes de veículos elétricos que mais modelos a bateria entregaram durante o primeiro semestre do ano.
No primeiro semestre do ano, os consumos de energia registados nas redes Mobi.E permitiram percorrer mais de 195 milhões de quilómetros em veículos elétricos.
As vendas de veículos elétricos também cresceram no grupo, representando 7,36% dos veículos totais comercializados no primeiro semestre do ano. Em termos comparativos, as vendas deste segmento aumentaram 48,1% face ao período homólogo.
Foram matriculados 8.299 veículos ligeiros no último mês, elevando para 37.360 o total desde o início do ano, mais 68,4% do que no ano passado. O crescimento é ainda mais acentuado entre os elétricos, tendo sido registadas 13.783 viaturas este ano.
Numa forma de se destacar do restante mercado automóvel, o COO da marca em Portugal explica que esta é uma das distinções no momento de entrada da Byd no mercado português.
Investimento acontece num momento em que a Europa tem acelerado para atingir a neutralidade carbónica no tempo em que ficou acordado no Acordo de Paris.
O que parece utópico talvez esteja mais próximo da realidade do que a maioria assume. A tecnologia no âmbito da mobilidade tem evoluído imenso nas últimas décadas e Portugal não é exceção.
A norte-americana Berkshire Hathaway vendeu quase dois milhões de ações da BYD, companhia que está cotada na bolsa de Hong Kong. O negócio foi concluído na semana passada, mas os contornos só esta segunda-feira foram conhecidos pelos mercados.