É renovado o incentivo fiscal para empresas que aumentem salários em 4,5% e prolongada isenção de IRS e TSU nos prémios de produtividade e de desempenho.
Devo dizer que olho com muita desconfiança para a maioria dos benefícios fiscais e, como princípio, prefiro medidas de desagravamento geral a medidas circunscritas.
Este número representa um abrandamento face ao trimestre anterior, terminado em março, quando a subida real foi de 4,2% relativamente ao período homólogo.
Prever as necessidades do nosso mercado laboral para o futuro próximo e ajustar os conteúdos e cursos do nosso sistema de ensino superior, sem comprometer a diversidade da formação, é apenas uma das medidas a considerar.
Há a estimativa de que os salários vão apresentar uma desaceleração até ao final do próximo ano. Por sua vez, dados do desemprego apresentaram uma melhoria inesperada.
No ano passado, os CEOs tiveram um aumento de 2,2% nos seus salários, passando a auferir 4,19 milhões de libras (4,89 milhões de euros), segundo a “Reuters”.
Onde estão, afinal, a alteração do modelo de crescimento, o aumento de competitividade, a aproximação à Europa e as bases para o aumento sustentável dos salários?
“A generalidade dos indicadores sugere que houve um abrandamento da economia no segundo trimestre, mas não muito expressivo, o que aponta para uma revisão em alta das perspectivas para o conjunto do ano”, lê-se no documento publicado pelo gabinete de estudos do Fórum.
Os salários excluindo bónus cresceram 5,7% nos três meses terminados em maio, naquele que foi o ritmo de subida mais lento desde o verão de 2022. Ainda assim, mantêm-se em níveis elevados, o que pode condicionar um corte de juros na próxima reunião do Banco de Inglaterra.
O tecido empresarial português está muito retalhado, cheio de empresas autónomas, com propriedade individual singular, muito separadas operacionalmente, concorrendo entre si em muita coisa, em quase todas as áreas.
O antigo ministro da Economia disse este domingo, no programa Conversa Capital, que a economia vai continuar a crescer o que permite crescer os salários e seguir em linha de convergência com a União Europeia.
Uma fatia de 24,3% desses trabalhadores têm elevada exposição à IA, podendo aumentar significativamente a sua produtividade, mas 26,3% estão em profissões de vulnerabilidade elevada, o que significa as suas tarefas poderão vir a ser substituídas pela IA. As conclusões constam do Estado da Nação: Educação, Emprego e Competências em Portugal 2024, relatório anual da Fundação José Neves, divulgado esta quinta-feira.
A subida de 36,7% em termos nominais, que significa um aumento real de 17,5%, é a sétima mais expressiva no bloco OCDE desde 2019, ou seja, antes da Covid-19. Comparando os salários, Portugal regista já remunerações 5,5% acima do verificado na pré-pandemia.
No relatório anual sobre as perspetivas de emprego publicado hoje, a OCDE explica que, em média, no primeiro trimestre deste ano, os salários foram 1,45% mais elevados do que no quarto trimestre de 2019, pouco antes do início da crise do coronavírus.
Creio que apenas com salários mais elevados e uma crise da habitação atenuada será possível competir com os mercados de trabalho europeus e, consequentemente, reter os jovens qualificados.
Em entrevista ao JE, Maria Duarte Bello, especialista em marca pessoal e autora do livro “Liderança no Feminino”, aponta barreiras que se mantêm, a importância que o decisor político tem na promoção da igualdade e os sectores onde se registam maiores avanços. Olhando para o futuro, assinala o que falta fazer, nomeadamente na educação.
O diploma entrou em vigor em junho de 2023 e terá de ser transposto pelos Estados-membros até 2026. Estudo conclui que cinco em cada 10 empresas têm de fazer mudanças moderadas ou até mesmo significativas às políticas de compensação para cumprir os requisitos mínimos.
Os salários dos médicos portugueses no sector público são baixos, mas acontece o mesmo quase com todas as outras profissões e a todos os níveis. O que singulariza os médicos é o temor reverencial e pacóvio que lhes temos.
Os deputados da esquerda aprovaram a nova tabela para o IRS proposta pelo PS que contou com a abstenção do Chega. O figurino de alívio fiscal dos socialistas, que vai contra a vontade do Governo, inviabiliza o corte de taxas dos impostos nos 7º e 8º escalões (salários entre 3.100 e 6.000 euros brutos). PSD fala em ataque à classe média e o CDS chama “cheringonça” a coligação negativa do PS e partido de André Ventura. Alívio fiscal do PS reduz ganhos para salários cima de 3.000 euros brutos.
Tributar de forma reduzida os mais jovens, além de defensavelmente justo, deverá ser eficiente. A idade é uma caraterística inalterável e facilmente controlável, encontrando-se, por via de regra, associada a variações significativas na capacidade contributiva.