É renovado o incentivo fiscal para empresas que aumentem salários em 4,5% e prolongada isenção de IRS e TSU nos prémios de produtividade e de desempenho.
Neste momento, a única certeza que temos é que há um cancro de insatisfação a alastrar por todo o mundo do trabalho, incapaz de dar respostas às necessidades da sociedade.
Uma redistribuição justa de impostos aliada a uma despesa que otimize o bem-estar social são, no fundo, os dois pilares sobre os quais uma revisão nos impostos e os futuros orçamentos do Estado devem assentar.
Peça ao seu banco simulações da Euribor a 2% e 3% e tente renegociar o “spread”. Acima de tudo, e antes de qualquer grande decisão, será importante saber quais os aumentos salariais previstos para 2023.
A coerência interna das políticas é outro aspeto a não descurar, quando se fala de uma verdadeira política económica. Caso contrário, a política económica será uma sucessão de políticas avulso.
Quem é que arrisca, hoje em dia, ter filhos para criar no nosso país? Às portuguesas em idade fértil, então, pede-se que corram riscos cada vez mais extremos – num retrocesso inqualificável, pede-se que decidam arriscar ser mães.
O primeiro impacto da inflação nas economias europeias não está ainda a ser tão penalizador para os negócios. Nos Estados Unidos, a situação já está numa fase mais avançada.
O Ministério das Finanças sabe que as previsões de inflação contidas no OE 2022 estão desfasadas da realidade, mas prefere não rever o documento. Porquê?
Se o cidadão vai precisar de pagar mais e durante mais tempo pela saúde e se, ao mesmo tempo, vai auferir reformas que são “um complemento”, onde é que vai buscar os recursos de que necessita para viver?
É uma inevitabilidade que os lucros extraordinários, nomeadamente na banca, turismo, energia, gerados por uma situação económica anormal, sejam taxados.