É renovado o incentivo fiscal para empresas que aumentem salários em 4,5% e prolongada isenção de IRS e TSU nos prémios de produtividade e de desempenho.
Portugal subiu uma posição e é agora o nono país da OCDE onde o peso dos impostos, quotizações e contribuições sociais no total gasto pelos patrões com salários é maior. Está à frente, por exemplo, de Espanha, Dinamarca e Grécia.
As sucessivas crises na economia têm provocado, e bem, o desenvolvimento de inúmeras iniciativas para melhorar a literacia financeira. Não obstante as grandes debilidades que esta área enfrenta, nomeadamente na capacitação dos empresários e das empresas.
Lisboa e Guarda ocupam lugares opostos da tabela que ordena as cidades em função dos salários que oferecem. Enquanto a primeira é a cidade portuguesa que assegura melhores vencimentos, a segunda é a disponibiliza ordenados mais modestos.
A secretária-geral da CGTP alertou que "um em cada dez portugueses estão em situação de pobreza", pelo que "o salário tem mesmo de aumentar" para 850 euros.
Não basta celebrar ritualmente o 1º de maio. Para ser de todos os trabalhadores, importa atacar as desigualdades, os baixos salários e a ausência do seu peso institucional.
Salários por hora cresceram 4,4% na UE em 2022, mostram dados da UE. Hungria, Bulgária e Roménia destacam-se com os aumentos mais expressivos. Já Portugal registou subida abaixo da média comunitária.
A classe média em geral, e a portuguesa em particular, tem assim pela frente um dilema: como adequar a despesa que aumenta significativamente a uma receita que se mantém ou diminui?
Cerca de 77% da força de trabalho da economia social e solidária em Portugal é composta por mulheres, mas, no caso das fundações, só 23% dos cargos de liderança são ocupados por elas.
Os resultados indicam que os trabalhadores aceitam salários 10% mais baixos quando trabalham em empresas em sectores mais sustentáveis como por exemplo saúde, educação e reciclagem.
A Europa precisa de uma transformação do sistema tradicional, uma que permita melhorar também as aspirações de médio prazo das famílias. Mas a produção de reformas exige tempo e não está isenta de custos.
Porque se em 2022 alguns fingiram que não viram a inflação que aí vinha, com isso comprimindo os salários, no ano em curso o grande esbulho continua a fazer o seu caminho.
O Governo tem reunião marcada com os sindicatos da Função Pública para esta quarta-feira para negociar os salários. Da retroatividade dos aumentos ao reforço das subidas propostas, os funcionários do Estado já preparam as contrapropostas.
O Governo adianta que na próxima semana haverá reuniões para discutir em que moldes os aumentos salariais da Função Pública serão revistos. Não revela, para já, se reforço terá efeitos retroativos, como já pediram os sindicatos.
Segundo o country manager para Portugal do ManpowerGroup, Rui Teixeira, o disparo dos preços reforçou relevância do salário na atração e retenção de talento, mas há outros benefícios (como a flexibilidade de horários) que são valorizados pelos trabalhadores
“A esta hora ainda não há muitos dados concretos, mas a informação que temos é que os hospitais estão a cumprir os serviços mínimos, nomeadamente nos internamentos e urgências. Algumas escolas estão encerradas e um Loja do Cidadão no Porto está encerrada”, disse aos jornalistas o coordenador da Frente Comum, Sebastião Santana, pouco depois das 09:00.