Este valor revela uma continuidade na desaceleração dos preços, depois de uma subida de 6% verificada no período homólogo e de 3,5% observada no trimestre anterior.
Entre 2025 e 2026 os seis distritos que registaram a maior subida no preço das casas situam-se no interior do país, com destaque para Beja que observou o crescimento expressivo face a 2025 (+25,2%), seguida de Bragança (+24,5%), Guarda (+21,4%), Viseu (+18,1%), Castelo Branco (+17,9%) e Vila Real (+18,1%).
Ricardo Sousa considera que o próximo desafio já não é crescer, mas sim equilibrar e garantir que o mercado responde não apenas à procura, mas à capacidade real das famílias, sobretudo dos jovens. "Temos preços cada vez mais europeus, com rendimentos que continuam entre os mais baixos da Europa", afirma.
Barómetro dos Concelhos do portal Imovirtual relativo ao primeiro trimestre indica que Cascais lidera também no mercado de arrendamento, apesar de ter registado uma quebra de 8%, para um valor médio de 2.300 euros.
Este valor significa um crescimento de 8,5% pontos percentuais face ao ano anterior, com o último trimestre de 2025 a verificar um crescimento de 18,9%, o que representou uma subida de 1,2 pontos percentuais em comparação com o terceiro trimestre.
Barómetro da Fundação Francisco Manuel dos Santos feito a cerca de mil portugueses revela que a maioria dos inquiridos prefere um crescimento mais controlado e sustentável do setor do turismo, com mais de 70% a defenderem que o Governo deve dar prioridade ao bem-estar dos residentes, mesmo que isso implique uma redução das receitas turísticas.
Esta é a maior subida desde o primeiro trimestre de 2019, com o valor médio a atingir os 2.065 euros/m2, o que significou uma subida de 5,8% face ao primeiro trimestre. Já o número de transações registou um crescimento de 15,6% em relação ao período homólogo (35.981).
No último mês de 2024, o preço das casas registou um aumento de 10%, face ao período homólogo de 2023. Daí para cá não voltou a atingir a barreira dos dois dígitos, mas em julho de 2025 já chegaram aos 8,5%, segundo os dados do 'idealista'.
Este aumento está associado à crescente procura internacional por imóveis de luxo, sobretudo por parte de compradores estrangeiros que valorizam o clima e a segurança. O Funchal registou o percentil 90 mais elevado com o valor das casas a ser superior a 1,6 milhões de euros.
Em relação o último trimestre de 2024, a subida foi de 4,7 pontos percentuais. No primeiro trimestre de 2025 foram registadas 41.358 transações de habitação, o que significou um crescimento homólogo de 25% e de 32,5% face ao trimestre anterior.
Comprar uma casa é um passo importante que exige preparação e conhecimento. Desde fazer uma proposta até lidar com processos legais, é essencial entender cada etapa para garantir uma experiência sem complicações.
O valor médio praticado de casas vendidas em Lisboa no primeiro trimestre foi de 5.038 euros/m2, com as estimativas da Confidencial Imobiliário a apontarem para que tenham sido vendidas cerca de 2.800 habitações em Lisboa, menos 5% do que no trimestre anterior, quando foram transacionadas 2.900 casas.
O preço das casas fixou-se nos 2.851 euros/m2 em maio, tendo a nível trimestral registado um aumento de 4%. Valores subiram em 15 capitais de distrito, com destaque para os crescimentos expressivos em Beja (28,8%), Ponta Delgada (19,2%), Setúbal (18,7%) e Santarém (16%).
No total, foram transacionadas 156.325 casas, sendo que em conjunto representaram 33,8 mil milhões de euros, mais 20,8% que no ano anterior, enquanto o preço subiu 0,9 pontos percentuais face a 2023.