Este valor revela uma continuidade na desaceleração dos preços, depois de uma subida de 6% verificada no período homólogo e de 3,5% observada no trimestre anterior.
Comprar um T2 na capital pode custar 484.390 euros, o que implica uma poupança salarial de 21,1 anos. A nível nacional, uma habitação com dois quartos custa em média 270.789 euros, o que representa 15,7 vezes os 17.297 euros de rendimento líquido anual das famílias.
Das 18 capitais de distrito apenas Lisboa registou uma ligeira descida (-0,4%) no mês de fevereiro, com as subidas mais expressivas a verificarem-se em Beja (21%), Setúbal (16,9%) e Vila Real (16,6%).
No ano anterior tinham sido vendidas 136 mil casas em Portugal, correspondente a um volume de 28 mil milhões de euros, segundo os dados da APEMIP, que defende que os preços da habitação não vão baixar pelo facto do país ser incapaz de trazer para o mercado a procura que continua dinâmica. "Temos que aumentar o número de fogos para licenciamento e construção", refere Paulo Caiado, presidente da associação.
Comprar casa em Portugal custa 2.827 euros/m², segundo o mais recente relatório anual da empresa. Vila Real, Évora e Leiria lideram as subidas de preços. Os preços das casas em Lisboa subiram 5,1% e no Porto 7,3%.
No último ano, o valor médio de uma casa no Porto aumentou 8,6%, colocando-o no oitavo lugar no ranking da eXp Realty, com Lisboa a ocupar o 11º lugar, com o valor médio de uma casa a subir 4,7% nos últimos 12 meses.
Nos últimos três meses foram vendidas 41.300 casas em Portugal Continental, o que significou um aumento de 26% face ao final de 2023. Entre setembro e novembro o preço médio de venda da habitação no país atingiu os 2.500 euros /m2, alcançando os 3.441 euros/m2 na habitação nova e 2.374 euros/m2 na usada.
No terceiro trimestre de 2024 foram vendidas 39.600 habitações em Portugal Continental, em relação às 32.800 casas transacionadas no último trimestre do ano passado. "Comportamento dos preços dá eco à retoma nas vendas", destaca especialista.
Entre setembro de 2023 e 2024 o valor dos imóveis passou dos 390 mil para os 650 mil euros. Olhando para o primeiro trimestre do ano, o preço médio de venda situava-se em 450 mil euros, subindo para os 495 mil euros no segundo trimestre, num aumento de 10% e que coincidiu com a escolha do Governo para a localização da infraestrutura.
Neste período, o valor dos imóveis passou dos 390 mil para os 650 mil euros. Olhando para o primeiro trimestre do ano, o preço médio de venda situava-se nem 450 mil euros subindo para os 495 mil euros no segundo trimestre, num aumento de 10%.
Com os preços das casas a subir todos os anos, o aumento já vai em 105,8% desde 2015. Portugal é o quarto país da UE com o maior aumento do preço das habitações.
Face ao trimestre anterior verificou-se um ligeiro crescimento de 0,8%. Em relação ao preço das casas existentes a subida homóloga foi de 8,3%, enquanto nas habitações novas o aumento foi de 6,6%.
Os proprietários deste município pedem, em termos médios, 6,5 euros/m2, numa lista onde se encontram também Santa Maria da Feira (7,1 euros/m2), Viseu (7,3 euros/m2), Vila Nova da Famalicão (7,6 euros/m2) e Covilhã (7,6 euros/m2). Por outro lado, Lisboa continua a ser o município mais caro com 21,7 euros/m2.
As ilhas portuguesas registaram os maiores aumentos dos preços das casas. Ainda assim, Lisboa mantém-se como a cidade, distrito e região mais cara do território nacional.
“Temos notado que a situação dos sem-abrigo não melhora, não diminui. Cada vez há mais pessoas nas ruas, em locais não habituais”, disse, dando o exemplo do serviço de refeições da sua associação.
Aumento do preço das casas e fim de programas como os Vistos Gold e dos RNH estão a provocar uma quebra na chegada de nómadas digitais a Lisboa. O número de visitantes na capital atingiu o pico em outubro de 2021, com uma estimativa de 20,8 mil pessoas a chegarem por mês. Em maio deste ano, o número era de três mil, uma descida de 86%.
As maiores subidas do país, em termos de arrendamento, aconteceram em Santarém, num crescimento de 7,2%, e em Faro, com uma subida de 6,4%. No entanto, Lisboa permanece como a cidade mais cara para arrendar casa, com o preço fixado nos 21,5 euros/m2.