Enquanto o Brasil enfrenta uma crise democrática com o julgamento de um ex-presidente, os Estados Unidos tentam bloquear a resolução sobre o reconhecimento da Palestina na ONU. Em resposta à instabilidade do Ocidente, a Organização de Cooperação de Xangai surge como alternativa. Estes temas estão em debate no programa A Arte da Guerra, com o embaixador Francisco Seixas da Costa e o jornalista António Freitas de Sousa.
Às manifestações de perda de influência política e estratégica da Europa, junta-se a crise económica que ameaça acentuar-se, estando a Alemanha no epicentro deste processo.
Bairros da Cidade de Gaza estão a ser abandonados pelos palestinianos que ali permaneciam, depois de os militares israelitas terem iniciado a ofensiva terrestre.
Com o tema 'Fortalecimento das parcerias para o desenvolvimento sustentável do continente africano', a conferência reúne dezenas de personalidades políticas, académicas e financeiras, incluindo o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, para debater o apoio do Japão ao desenvolvimento africano, e é organizada pelo Governo nipónico e pelo Banco Mundial.
Pelo menos 1.760 palestinianos foram mortos desde final de maio na Faixa de Gaza, a maioria por disparos do exército israelita, enquanto procuravam ajuda humanitária.
De acordo com Marie Laetitia, representante daquela agência das Nações Unidas em Moçambique, o projeto vai "ajudar também para o empoderamento económico".
Num comunicado publicado na rede social X, o alto comissariado acusa Israel de ter “atingido a tenda” onde se encontravam cinco funcionários da cadeia de televisão qatari Al Jazeera, o que “constitui uma grave violação do direito internacional humanitário”.
"Dada a insistência de Netanyahu em prosseguir este genocídio, destruindo o nosso povo através da morte e da deslocação, anexando o nosso território, destruindo a Palestina e qualquer hipótese de paz, este Conselho deve agir", declarou o embaixador palestiniano na ONU, Riyad Mansour, no seu discurso.
A decisão do Governo israelita representa o risco de "um novo episódio trágico neste conflito, com potenciais consequências para além de Israel e dos territórios palestinianos ocupados", afirmou Miroslav Jenca, subsecretário-geral da ONU, na abertura de uma reunião de emergência do Conselho de Segurança sobre o conflito.
Benjamin Netanyahu disse que este novo plano de Israel é a “melhor forma de pôr fim à guerra" que se prolonga há 22 meses em território palestiniano, indicando que a ideia de conquistar a cidade de Gaza "não visa ocupar Gaza".
A missão do Panamá afirmou na noite de sexta-feira que a mudança do dia e hora da reunião, inicialmente marcada para hoje, foi feita após "consultas adicionais e considerações cuidadosas", sem dar mais detalhes.
O regresso de Donald Trump à Casa Branca, a sua postura de bully, a guerra comercial que desencadeou e as posições que adotou face às organizações internacionais aceleraram o declínio do multilateralismo, mas já era um caminho que estava a ser feito.
"O direito internacional é claro a este respeito: Gaza é e deve permanecer parte integrante de um futuro Estado palestiniano", sublinhou Jenca, numa reunião de emergência do Conselho de Segurança sobre o conflito, um dia depois de os media israelitas terem noticiado a intenção do governo de Benjamin Netanyahu avançar para o controlo militar total do enclave, incluindo zonas onde deverão estar os reféns israelitas tomados pelo movimento islamita palestiniano Hamas.
A FHG é a única entidade encarregada de distribuir ajuda alimentar na Faixa de Gaza desde o final de maio, altura em que Israel voltou a permitir a entrada de ajuda humanitária naquele território palestiniano, após quase três meses de bloqueio total, mas a quantidade distribuída é muito inferior àquela de que, segundo as organizações internacionais, a população necessita.
Em Gaza, a morte é o mais certo. Matar tornou-se banal e até incentivado. Quais os argumentos de Israel que “levam” os países do Ocidente, no mínimo, a pactuar com estes crimes de guerra?
“À medida que o comboio se aproximava, a multidão em redor foi alvo de disparos de tanques israelitas, atiradores e outros disparos de arma de fogo", É referido na nota do PAM, que lamentou profundamente o "trágico incidente" de domingo que resultou na perda de "inúmeras vidas".
"As ferramentas digitais e a ciência orientada para missões podem acelerar a concretização dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), mas apenas se os sistemas forem inclusivos e apoiados por financiamento inovador e real em grande escala", afirmou Claver Gatete, na abertura do Fórum Político de Alto Nível sobre Desenvolvimento Sustentável (HLPF) de 2025, que decorre esta semana em Nova Iorque.
A erradicação da pobreza é o primeiro dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas (ONU) - cujo prazo de alcance está fixado em 2030 - e visa acabar com a pobreza em todas as suas formas e em todos os lugares.
As consequências de se abandonar o Direito Internacional não se limitarão ao Médio Oriente. A partir do momento em que aceitamos que alguns Estados estão acima da lei, todo o sistema começa a desmoronar e, com ele, a única esperança real que temos para a paz.