Se os atuais líderes abrandarem a tecnologia por escrúpulos éticos ou asfixia financeira, estarão apenas a oferecer tempo e recursos para os que não o fizerem.
Gaza significa aniquilação de um povo com território às mãos de Israel mediante a permissibilidade dos poderes da ordem internacional e de todos nós que os elegemos.
Tanto Zelensky quanto Netanyahu veem no prolongamento das guerras a única estratégia eficaz para garantir permanência no poder, reforçando ideologias de guerra em detrimento de qualquer horizonte de paz.
A "corrida verde" do século XXI não se fará sem as Áfricas. Abre-se uma oportunidade de poder negocial desde que usado com inteligência, unidade e com base em interesses próprios.
As alianças são efémeras e funcionam apenas quando existe sobreposição de interesses. Desaparecem ou modificam-se sempre que essa sobreposição deixa de existir.
A globalização do século XXI não deve repetir erros do passado, mas construir um sistema mais inclusivo, que reconheça as diversidades regionais e os interesses mútuos.
O ano que agora fecha foi marcado pelas guerras na Europa, Médio Oriente e África.
O próximo promete mais conflitos, desta feita comerciais. Cibersegurança é outra das ameaças.
Num momento em que o mundo erigido após a Segunda Guerra Mundial parece estar a desmoronar-se, esperar-se-ia que a Nação-líder do chamado mundo ocidental, pudesse constituir uma referência sólida e estável para a procura de novas soluções.
O Brasil e a Índia são muito reticentes sobre a composição futura dos BRICS e não alinham numa “aliança anti-Ocidente”, privilegiando a qualidade à quantidade.
A reação atual reflete um reconhecimento crescente de que as estruturas políticas ocidentais, por muito tempo retratadas como liberais, são, na verdade, sistemas de controle tecnocrático, deixando muitos europeus cada vez mais desiludidos.
Ao final de dois anos e meio de guerra, a fórmula do “deem-nos mais armas que nós resolvemos a guerra” está esgotada. Não funcionou no passado e muito menos funcionará no presente.
Ao que parece cinco gerações não foram o suficiente para mudar o ser humano, apesar de este ter sido protagonista de mudanças incríveis desde então à sua volta.
Decorre uma disputa silenciosa entre o Ocidente e a China, que transforma o continente africano num verdadeiro "joguete geopolítico", tornando a região vulnerável a manipulações políticas.
Os veículos elétricos constituem um dos maiores fatores de mudança no tabuleiro global, desafiando a ordem estabelecida em 1945 e expondo as fragilidades do atual modelo econômico ocidental.
Ao anunciar dez planos de ação conjunta, Pequim deixou claro o seu compromisso em fazer aquilo que o Ocidente não faz há muito tempo: preocupar-se com o efetivo desenvolvimento dos países africanos.
Eleições contestadas, abstenções em crescimento, incumprimentos de diversa ordem e o regresso dos atentados políticos. A qualidade da democracia está a deteriorar-se rapidamente, segundo o Instituto Internacional para a Democracia e Assistência Eleitoral.
O acelerado crescimento da classe média indiana e o aumento do consumo interno estão a abrir novas oportunidades para as empresas ocidentais nos setores da distribuição, bens de consumo e serviços financeiros.
“O inimigo, com a ajuda dos seus chefes ocidentais, está agora a efetuar a sua aposta, e o Ocidente mantém uma guerra contra nós utilizando-se dos ucranianos para melhorar a sua posição negocial no futuro”, indicou, citado pela agência Tass.
A mudança na linguagem de Zelensky sobre conversações com Moscovo não é genuína, é um fingimento, um gesto de simpatia para aliviar a pressão a que começa a ser sujeito.