Se os atuais líderes abrandarem a tecnologia por escrúpulos éticos ou asfixia financeira, estarão apenas a oferecer tempo e recursos para os que não o fizerem.
Liz Truss junta-se a uma lista crescente de representantes eleitos e ex-funcionários dos Estados Unidos, Japão e países europeus que visitaram Taiwan, nos últimos anos, numa reação às tentativas da China de isolar a ilha da comunidade internacional.
Esta não é uma oportunidade de mudança de regime na Turquia; é "A" oportunidade. Dificilmente, nos próximos anos, se conjugarão de forma tão desafiadora para Erdogan as condições que hoje se reúnem.
O resto do mundo parece estar reticente em envolver-se em guerras provocadas, em primeira instância, pelas potências europeias, em consequência das suas eternas questões nacionais e étnicas.
Albert Londres percorreu a Ásia em 1922. Esta narrativa sobre o Japão e os seus habitantes tem tanto de informativo como divertido, muitas vezes pelo fator "perdido na tradução".
A maior preocupação reside no que poderá ser um confronto aberto entre os EUA e China, envolvendo naturalmente os aliados dos Estados Unidos e também a Rússia.
Macron, à saída do G-20, anunciou uma visita a Pequim dizendo que é “muito bom” a China querer a Paz, marcando assim algum distanciamento face à posição apressada da UE.
A pior solução para os europeus é não considerarem a Ucrânia um interesse vital e acabarem por ter de morrer por ela. Washington sabe o que quer e o que está a fazer. Os dirigentes europeus nem por isso.
Muitos no Ocidente apostaram na derrota militar da Rússia, na expulsão das suas tropas do território ucraniano e na adesão da Ucrânia à NATO. Contudo, a entrega de equipamento militar a Kiev não conseguiu, até agora, que esses objetivos fossem atingidos.
A curto prazo, a economia poderá não sofrer tanto como se temia ainda há pouco, mas no médio e longo prazo temos policrise: guerra, alterações climáticas e transição energética, recuo da globalização, pandemia(s), inflação elevada, pobreza alimentar, etc.
Esta proposta, discutida em Davos, foi, recebida como um exercício de protecionismo por aquele que, pela sua condição de líder mundial, se tem assumido como o bastião da globalização.
O ano que passou, não se revelou substancialmente diferente dos outros. Ninguém teve verdadeiramente a preocupação de lançar uma discussão séria sobre o paradigma de desenvolvimento nacional, que é o que nos deveria preocupar a todos.
Ao direito parece ter voltado a impor-se a força e a barbárie. Mas importa sublinhar que as 'democraturas' não são legítimas e, por isso, não são aceitáveis.
2022 foi o ano de maior consumo de carvão no mundo, com maior emissão de CO2. O Mundo andou para trás com a descarbonização ou, para ser mais benigno, fez compasso de espera.
Se dúvidas ainda existissem, o Ocidente mostrou que não está interessado num confronto direto e Putin estará agora ainda mais convencido de que o compromisso para com a Ucrânia poderá vacilar devido ao impacto crescente na economia e ao receio de uma guerra generalizada.
Já quase ninguém se arrisca a lançar um míssil ou a plantar uma bomba para semear o caos numa grande potência. É muito mais barato e conveniente atacar por via do ciberespaço.
A criação do Novo Banco de Desenvolvimento, ou Banco dos BRICS, como é conhecido, foi a decisão de maior confronto com os interesses das economias desenvolvidas. Uma resposta à leitura que fazem do sistema financeiro dominante, que só serve e protege os interesses dos países desenvolvidos.
Se permitirmos que a fome seja de novo usada como arma de guerra, então já estamos a perder a guerra contra a Rússia com a nossa passividade. O que julgávamos ter ficado para trás, nos livros de História, pode tornar-se o novo normal.
Apesar da guerra, esta negociação mantém-se nas prioridades da Rússia, proponente do futuro tratado, e primeira convenção internacional contra o cibercrime, que conta com forte apoio chinês.