Para muitas famílias portuguesas, particularmente aquelas que viram os seus salários crescer abaixo da inflação acumulada, a perceção de perda de poder de compra persistirá.
Os números ficaram ligeiramente abaixo da última estimativa do Banco de Cabo Verde (BCV), que apontava para uma taxa média anual de inflação de 2,4%, em 2025.
Crescimento acelerado dos preços pode regressar, mas analista defende que o atual ambiente macroeconómico pode trazer vantagens semelhantes ao final da década de 90, quando rebentou a bolha das dot-com.
De acordo com os dados hoje divulgados pelo serviço estatístico europeu, a inflação anual da área do euro fixou-se nos 1,9%, em dezembro de 2025, face à homóloga, de 2,4%, e à taxa de 2,1% registada em novembro.
Em maio, Trump vai tomar o último bastião de resistência, a Reserva Federal, com a mudança de presidente. Mas não é líquido que consiga a descida de juros que pretende.
A earning season arrancou com o banco JPMorgan, que viu as suas receitas subir para 185.581 milhões de dólares (159.122 milhões de euros), contudo os lucros desceram 2% para 57.048 milhões de dólares (48.902 milhões de euros).
Dezembro fechou com uma inflação homóloga de 2,7%, ou seja, igual ao mês anterior e à média das projeções dos analistas consultados pelo Dow Jones, mas o indicador subjacente ficou abaixo do esperado, com 2,6% - igualando mínimos de 2021.
A taxa de inflação homóloga foi de 2,2% em dezembro passado, idêntica à de novembro, fixando-se a variação média de 2025 nos 2,3%, contra 2,4% em 2024, informou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).
De acordo com a nota do Índice de Preços no Consumidor Nacional (IPCN), a inflação desacelerou também em relação ao mês anterior, ao recuar 0,86 pontos percentuais face a novembro de 2025, quando se situava em 16,56%.
O custo de vida continua a pressionar as famílias portuguesas. Produtos essenciais, energia, transportes e serviços básicos deverão ficar mais caros. Mesmo com os salários e as pensões a subir, o desafio de equilibrar despesas e rendimentos continua periclitante.
O Instituto Nacional de Estatística (INE) avançou hoje as estimativas do Índice de Preços no Consumidor (IPC) em dezembro, que indicam uma variação média nos últimos doze meses de 2,3%
Na área do euro, a taxa de inflação - medida pelo Índice Harmonizado dos Preços ao Consumidor (IHPC) – recuou ligeiramente face à de 2,2% homóloga, mantendo-se estável na comparação com outubro.
De acordo com a primeira estimativa das “Contas Económicas da Agricultura - 2025” do Instituto Nacional de Estatística (INE), apesar de a produção de vinho este ano ser “a mais baixa da última década, espera-se a obtenção de vinhos de qualidade, com níveis de açúcar equilibrados e boa concentração aromática”.
Apesar de estas serem as principais conclusões dos operadores turísticos e rede de agências de viagens ouvidos pela Lusa, também se nota um padrão transversal de programações de fim de ano esgotadas em grupos organizados para rotas longínquas, que estão a despertar maior interesse entre os turistas portugueses, cada vez mais disponíveis para experiências longas e diferenciadas, dizem.
A energia deu um contributo menos negativo do que noutros meses, mas o BCE até agradecerá a ligeira subida do indicador, que cimenta nova reunião sem mexidas em dezembro.
O indicador homólogo de preços no bloco da moeda única subiu marginalmente em relação a outubro, reforçando a ideia de que o BCE não deve descer juros em dezembro - em linha com o antecipado pela OCDE, que argumenta que as economias mais desenvolvidas já terminaram ou estão prestes a terminar o atual ciclo de normalização monetária.
Não só o índice de preços no consumidor de outubro não será divulgado, como o índice de gastos pessoais de consumo, a medida de referência da Fed na avaliação da pressão nos preços, foi adiada indefinidamente.