Trump já está a analisar candidatos a presidente da Reserva Federal com base num caderno de encargos que contempla a redução do pessoal, o recentrar nas tarefas 'core' e o encerramento de algumas Fed regionais.
Duas das maiores economias da Europa juntam-se no mesmo lugar improvável: o daquelas que, com o acumular dos défices, arriscam ter de pedir a intervenção do Fundo Monetário Internacional.
Em Angola, o IGAPE dá início ao leilão para a privatização dos hotéis IU e BINA, no âmbito do PROPRIV. Na quarta, está em destaque a apresentação dos resultados semestrais da Mota-Engil. Na sexta, o INE apresenta a estimativa rápida da inflação em agosto.
O indicador, que exclui os preços dos alimentos frescos devido à sua alta volatilidade, mostra uma desaceleração em relação ao aumento de 3,3% em junho, 3,7% em maio e 3,5% em abril, de acordo com os dados publicados pelo Gabinete de Estatística do Ministério do Interior e Comunicações, mas mantém-se acima da meta estável de 2% do Banco do Japão (BoJ).
A inflação subjacente, que exclui o efeito dos preços mais voláteis, como energia e alimentos frescos, também se manteve estável, em 2,3%, o mesmo nível de maio e junho, de acordo com o índice harmonizado de preços ao consumidor hoje publicado pelo serviço de estatística da União Europeia (UE).
Já o 'core' IPC do Reino Unido (que exclui energia, alimentação, álcool e tabaco) aumentou para os 3,8% nos últimos 12 meses, em julho, face aos 3,7% registados em junho. O CPI ligado aos bens passou de 2,4% para os 2,7%, e o CPI dos serviços aumentou dos 4,7% para os 5%.
"A taxa de inflação estabilizou desde o início do ano e, mais uma vez, manteve-se inalterada durante dois meses consecutivos", declarou Ruth Brand, presidente da Destatis, de acordo com um comunicado.
Se no dia de ontem foram revelados novos dados sobre a inflação, em julho, em Portugal e nos EUA, hoje em destaque surgem as economias alemã e espanhola.
Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE) de Angola, o Índice de Preços no Consumidor registou uma variação de 19,48% em julho de 2025 comparativamente ao período homólogo, o que representa uma desaceleração de 0,25 pontos percentuais em relação a junho.
"O indicador de inflação subjacente (índice total excluindo produtos alimentares não transformados e energéticos) registou uma variação de 2,5% (2,4% em junho). A variação do índice relativo aos produtos energéticos fixou-se em -1,1% (-1,3% no mês anterior) enquanto o índice referente aos produtos alimentares não transformados acelerou pelo sexto mês consecutivo, para 6,1% (4,7% em junho)", indica o INE.
Boletim mensal do Instituto Nacional de Estatística (INE) moçambicano reporta uma queda dos preços em torno de 0,22% em julho face aos números de junho.
Entre os países da zona euro, as maiores taxas de inflação homóloga em julho – medidas pelo Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) – são apontadas na Estónia (5,6%), Croácia e Eslováquia (4,5% ambas) e Letónia (3,9%).
No relatório sobre as perspetivas para a economia mundial, hoje divulgado, o Fundo Monetário Internacional (FMI) melhora a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) mundial deste ano em 0,2 pontos percentuais face ao que projetava em abril e a de 2026 em 0,1 pontos.
A guerra na Ucrânia, as tensões no mar do Sul da China e a incerteza em torno da agenda comercial dos EUA criam um pano de fundo de incerteza que os mercados não podem ignorar.
Segundo os analistas, este aumento inesperado deve ficar a dever-se às tarifas impostas pela administração Trump e não a um aumento da procura. Dito de outra forma: está em curso uma pressão inflacionista nos Estados Unidos.