Há uma grande agitação nos mercados da dívida de olhos postos numa Casa Branca belicista. O epicentro da pressão sobre a inflação e juros. Soam os alarmes: o mais provável é ter juros altos por muito tempo.
Para o setor imobiliário, o aviso do FMI é um lembrete de que a sustentabilidade do negócio não se faz com balões de oxigénio temporários à procura, mas sim com uma reforma estrutural que permita ao mercado respirar por via de novos ativos e regras de financiamento previsíveis.
A semana reforçou a ideia de um quadro económico global ainda resiliente, mas com divergências entre regiões e com os riscos inflacionistas a regressarem, sobretudo num contexto de agravamento dos preços da energia.
O consumidor de 2026 já não é o comprador otimista dos anos anteriores; é um agente económico mais cauteloso, que analisa o risco logístico antes de abrir a carteira.
O direito e a política convergem: os contratos estruturam o risco e as instituições estabilizam expectativas. Ambos evitam o temível fenómeno do pânico.
Em Portugal, temos as presidenciais, agora. São importantes para se perceber o quadro em que tudo o resto deve funcionar, nomeadamente a prometida ação governamental que passa por reformas. Muitas.
A economia resiste e prospera, ajudada pelo PRR, é certo, mas de que os outros também beneficiam. Há mais negócio. As empresas estão mais competitivas. Temos quase pleno emprego, mas sem impacto inflacionista que releve. Um oásis.
A guerra na Ucrânia, as tensões no mar do Sul da China e a incerteza em torno da agenda comercial dos EUA criam um pano de fundo de incerteza que os mercados não podem ignorar.
A ponderação é ainda mais importante nos tempos de incerteza em que vivemos, especialmente desde que Trump regressou à Casa Branca. Os agentes de mercado perceberam e têm-se adaptado.
A via militar não traz paz ao Médio Oriente, estando o equilíbrio de uma região à beira do abismo. O diálogo pacífico é o caminho correto para resolver os problemas.
É pouco credível que as novas tarifas sejam postas em prática como anunciadas. Donald Trump vai reduzi-las, anunciando discutíveis contrapartidas obtidas... pela graça do seu talento negocial.
A verdadeira razão para o recuo nas tarifas, embora vendido como vitória, foi o congelamento do mercado de crédito. As empresas não conseguem emitir dívida nem refinanciar-se no mercado por conta da instabilidade.
A ordem mundial mudou. A Europa tem agora uma oportunidade para aprofundar o federalismo e trazer os países do Norte de África ao que pode ser um reposicionamento europeu.
Há boas notícias no horizonte e as boas notícias devem ser sinalizadas. Um exemplo. A Aicep assinou cerca de 420 milhões de euros em contratos, contrariando a tendência da imprevisibilidade.
Qualquer acontecimento inesperado pode desencadear uma crise ou crash bolsista, sobretudo em tempos complexos e de incerteza e tacticismo como os nossos.
Segue-se uma nova era, de incerteza, de adaptação forçada a uma nova realidade, que para alguns constituirá uma oportunidade, mas para muitos outros vai significar crise. Preparemo-nos.
As estimativas preveem que os impactos líquidos dos Jogos Olímpicos fiquem entre os 6,7 e os 11,1 mil milhões de euros, sendo que as previsões do Crédito y Caución apontam para que o sector dos transportes e do turismo sejam os que mais beneficiem.
O pior que pode fazer um governo é dizer às pessoas o que devem pensar e ignorar os seus problemas concretos. É isso que explica a ascensão dos extremistas em França e noutros países.
O estudo EPR2024- European Payment Report, da Intrum revela que 53% afirmam que desviaram o seu foco de crescimento para ganhos de eficiência e redução de custos.
As empresas com forte governança corporativa são mais atraentes para os investidores e estão melhor posicionadas para enfrentar as incertezas e crises do mercado.