Há uma grande agitação nos mercados da dívida de olhos postos numa Casa Branca belicista. O epicentro da pressão sobre a inflação e juros. Soam os alarmes: o mais provável é ter juros altos por muito tempo.
Por várias razões, nomeadamente porque vamos viver num clima de grande instabilidade, com o Governo que, com o apoio de 80 deputados (não contando a IL), é o mais minoritário desde 1985.
Na União Europeia, analistas e observadores acreditam que a atividade pode aumentar ligeiramente no primeiro trimestre de 2024, antes de uma recuperação mais pronunciada nos próximos trimestres.
Num ano eleitoral, e com toda as adversidades atuais, as empresas precisam de superar a inércia e a indecisão para que possam navegar neste ambiente dinâmico do mundo atual.
Foram quase oito meses de intervenção e luta incansável para repor a equidade, fazer respeitar a Constituição e subordinar, como é devido, o Estado à Constituição.
Despertos para a necessidade de investir as suas poupanças, muitos aforradores estão agora a cair em armadilhas nas redes sociais, que publicitam frequentemente esquemas e burlas.
Talvez tenha chegado a hora de sermos audazes e descobrirmos novas fórmulas que permitam que se cumpra Portugal. Para que os portugueses possam acreditar mais nas instituições, na justiça, na equidade, na proporcionalidade e no equilíbrio do Estado Social.
Nenhum governante pode ser culpado por fatores externos que escapam ao seu controlo, mas pode ser responsabilizado por não saber dar as respostas certas em alturas cruciais.
Parece evidente que as oposições – sobretudo as da direita, porque os ex-parceiros da geringonça nunca negaram ao que vinham – devem explicitar as vias alternativas na arrecadação de receitas e execução das despesas públicas, sendo o sítio certo o debate do Orçamento.
Juntos, PRR e PT2030 disponibilizarão mais de 11 mil milhões de euros às empresas. Trata-se de uma oportunidade única e que não deve ser desperdiçada, essencial para recuperar e transformar a economia portuguesa.
A oportunidade de otimizar os processos de decisão, identificar oportunidades e as ameaças do negócio e avaliar os riscos traduz-se como uma vantagem competitiva, um “ponto extra” infelizmente em falta no nosso país.
Lula esteve preso, mas foi o presidente da explosão do Brasil enquanto potência reconhecida em todo o globo. Com Bolsonaro, líder visivelmente impreparado, aquele país fabuloso diminuiu-se, apoucou-se.
A aposta em cuidados de saúde psicológica é uma aposta nas pessoas, em pessoas mais capazes e com recursos disponíveis para fazer frente a períodos mais desafiantes, mas é também uma aposta de crescimento económico.
A “contabilidade financeira” é de aplicação obrigatória, enquanto as “finanças empresariais” e a procura da eficiência na tomada de decisão é, pelo menos aparentemente, facultativa.
Num cenário de incerteza quanto à evolução da economia, em que a coesão da UE e da UEM é testada diariamente, seria muito útil ter um BCE credível e com uma liderança forte.
Um dos fatores para a definição de políticas é se esta inflação é mais conjuntural ou mais estrutural. Uma parte dela, pequena, é controlada pelos decisores políticos. Mas o resto é um exercício complicado de adivinhação.
As mudanças na geografia mundial não são um detalhe. Elas representam mudanças civilizacionais imensas. Empresas e instituições terão forçosamente de construir cenários e analisar as várias possibilidades de futuro que se avizinham.
Esperemos que o novo Orçamento crie condições para que finalmente se procure resolver o grande problema da economia portuguesa, que é a falta de crescimento.