Em jogo estão todos os 435 lugares na Câmara dos Representantes, 35 dos 100 postos no Senado (a câmara alta do Congresso) e 36 estados elegem o governador.
Quando os partidos moderados tratam o descontentamento como extremismo, entregam eleitorado a quem promete soluções simples. A resposta tem de ser a oposta.
"A França está a arder! A imigração de pessoas oriundas de um mundo completamente diferente, de pessoas com ódio no coração, destruiu um país que um dia foi grande", escreveu o Presidente dos Estados Unidos numa mensagem na sua plataforma Truth Social.
No último dia da cimeira, ficou claro que o tema provoca enorme tensão entre Estados-membros. Ursula von der Leyen está a preparar um protocolo de emergência para lidar com crises como a de Ceuta.
Em comunicado, a Agência Europeia da Guarda de Fronteiras e Costeira (Frontex) indica que, nos primeiros oito meses do ano, registaram-se cerca de 75 mil deteções de entradas irregulares na União Europeia (UE), menos 35% do que em 2025.
Está em causa a instalação de tendas numa superfície de 16 mil metros quadrados de área pública portuária. O conselho de administração da Autoridade Portuária de Ceuta tinha votado contra essa possibilidade.
Representantes da construção e da agricultura acreditam que os salários vão continuar a aumentar. Mas esta valorização “não resolve, por si, só” a falta de mão de obra, ressalva líder da Confederação do Turismo.
A convocação de potenciais imigrantes para atravessarem a fronteira de Ceuta este sábado continua ativa nas redes sociais. As autoridades espanholas já alertaram para a possibilidade de se repetirem os acontecimentos de 30 de julho.
“Eu sou contra a imigração clandestina, é preciso combater ferozmente a imigração ilegal, precisamos de regular a nossa imigração e precisamos de defender as nossas fronteiras e nada disto é incompatível com tratarmos com dignidade as pessoas, designadamente menores e crianças”, acrescentou.
“Todos os imigrantes que quiserem entrar em Portugal e que tenham condições para trabalhar, designadamente se tiverem um emprego e uma casa, entram com grande facilidade, há quase que uma via verde”, afirmou Manuel Castro Almeida.
Os ministros da Administração Interna da União Europeia (UE) concordaram que é necessário reforçar as fronteiras e os “mecanismos de regresso” de imigrantes, após uma reunião por videoconferência dedicada à crise na fronteira de Ceuta. Luís Neves pede “unidade e firmeza”.
Para Ricardo Gomes, presidente da Associação dos Industriais de Construção Civil e Obras Públicas (AICCOPN), é fundamental "aumentar rapidamente a disponibilidade de recursos humanos qualificados".
Ministros da Administração Interna dos 27 foram convocados para debater a crise de Ceuta, mas também o papel da agência Frontex e o próprio acordo que permitiu a criação do espaço Schengen.
Na construção, continuam a faltar entre 80 e 90 mil trabalhadores e as obras podem atrasar-se se o problema não for resolvido com celeridade. A agricultura precisa de mais 5 mil, a indústria de “milhares”, sobretudo qualificados, e no turismo “a escassez é significativa”, levando à redução ocasional da atividade. No comércio e nos serviços, há dificuldades em “algumas áreas” e em qualificações específicas. “Via verde” recebe elogios, mas não é suficiente.
Dos novos funcionários, 176 são inspetores de imigração e 50 agentes de segurança. O Governo espera concluir as contratações antes do final do atual ano fiscal, em março de 2027, informou a agência de notícias japonesa Jiji.
Estas conclusões constam de um relatório do Instituto para as Políticas Públicas e Sociais (IPPS) do ISCTE, coordenado por Pedro Adão e Silva, ex-ministro do PS, intitulado “O Estado da nação e as políticas públicas 2026”, este ano dedicado ao tema “Governar com um parlamento fragmentado”, com 16 ensaios sobre várias áreas da governação.
Havia 11 mil beneficiários estrangeiros no ano passado. Foi o terceiro ano consecutivo em que a proporção de imigrantes a receber RSI caiu. No total, independentemente da nacionalidade, este apoio social chegava a menos 74 mil beneficiários do que há uma década. E a menos 313 mil do que há 15 anos.
Pode ser de três milhões o número de imigrantes regularizados com o processo criado pelo executivo de Pedro Sánchez. Os críticos insistem que nada no país – da saúde à educação passando pelo próprio ministério responsável – está pronto para a avalanche de pedidos.
Em 2025, só 0,7% dos imigrantes em Portugal recebiam RSI. Foi o terceiro ano consecutivo em que esta proporção caiu. No total, entre portugueses e residentes estrangeiros, havia no ano passado menos 73,8 mil beneficiários do que há uma década. Este artigo integra a rubrica Visão Periférica.