Governo contra “portas escancaradas” na imigração, mas recetivo a todos que tenham condições para trabalhar

“Todos os imigrantes que quiserem entrar em Portugal e que tenham condições para trabalhar, designadamente se tiverem um emprego e uma casa, entram com grande facilidade, há quase que uma via verde”, afirmou Manuel Castro Almeida.

Governo contra “portas escancaradas” na imigração, mas recetivo a todos que tenham condições para trabalhar
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O ministro da Economia e Coesão Territorial defendeu hoje que as “portas escancaradas” à migração “não deram bom resultado”, mas alerta que Portugal está recetivo a acolher todos os imigrantes que tenham condições para trabalhar.

“Todos os imigrantes que quiserem entrar em Portugal e que tenham condições para trabalhar, designadamente se tiverem um emprego e uma casa, entram com grande facilidade, há quase que uma via verde”, afirmou Manuel Castro Almeida.

“Só temos limitação à entrada indiscriminada de qualquer pessoa que queira entrar, isso não pode ser, as portas escancaradas não deram bom resultado, mas quem tiver condições de trabalhar é muito bem-vindo a Portugal”, acrescentou.

O governante falava aos jornalistas em Gavião, distrito Portalegre, à margem da cerimónia de assinatura do contrato no âmbito do Programa Crescer com o Turismo, envolvendo o Turismo de Portugal e o município, num valor de 324 mil euros.

O ministro da Economia e da Coesão Territorial recordou ainda aos jornalistas que “não há praticamente desemprego” em Portugal, acrescentando que o desemprego “está em mínimos” e o volume de emprego “está em máximos”.

“O facto de não haver desemprego é uma vantagem enorme para o país, agora dir-me-á, é necessário mais gente para trabalhar, nós estamos abertos à imigração que tenha condições para trabalhar”, defendeu.

O governante disse ainda que o aumento dos combustíveis “embaraçam a inflação” e que, se não fosse esse facto, a inflação apresentaria números mais reduzidos nesta altura.

“Se não fosse o aumento dos combustíveis a inflação estaria muito mais baixa, ela tem vindo a baixar, já está a baixar há três meses seguidos, mas ainda está em 3%. Se não fossem os combustíveis, estaria bem mais baixa, infelizmente os combustíveis embaraçam a inflação”, lamentou.

Para o ministro, os números da economia portuguesa “são globalmente bastante positivos”, tendo recordado que os últimos dados conhecidos indicam que o Produto Interno Bruto (PIB) “está a crescer” e que, no último trimestre, cresceu “2,5%” e, “em cadeia, cresceu “0,8%”, sendo “o dobro da média” europeia.

“A inflação está a baixar há três meses seguidos, as contas públicas estão equilibradas, as exportações estão a crescer, o turismo está a crescer, o único número dissonante que apareceu há pouco tempo foi o da dívida pública, mas que é um número totalmente circunstancial”, disse.

Para Castro Almeida, “o que conta” é comparar a dívida pública do final de 2025 com a dívida no final de 2026.

“Aí não tenho dúvida nenhuma que vai continuar a descer, a dívida pública continua a descer, esteve circunstancialmente aumentada, mas vai continuar a descer”, disse.

Por último, o ministro da Economia e Coesão Territorial alertou que “é preciso diminuir” a inflação, situação que diz que se está a verificar, mas ainda existe um caminho a percorrer em relação ao PIB per capita europeu.

“Só que temos um problema, está tudo a correr bem, estamos a dar passos no sentido certo, mas ainda estamos a 80% do PIB per capita europeu, ainda temos um longo caminho à nossa frente”, acrescentou.

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