O verdadeiro teste à igualdade de oportunidades não é saber quantos conseguem entrar no ensino superior. É saber até que ponto o rendimento da família continua a prever quem consegue chegar ao fim.
O país consolidou nas gerações mais jovens uma convergência com os níveis de qualificação europeus, mas as desigualdades persistem. Estão agora dentro do sistema: hoje são os percursos e não o acesso que filtram quem beneficia plenamente do ensino superior. Balanço Anual da Educação 2026 do think tank para a Educação da Fundação Belmiro de Azevedo, do EDULOG, é apresentado esta segunda-feira, 15, à tarde, no Pavilhão de Portugal, em Lisboa.
A transição energética avança na Europa, impulsionada por metas ambiciosas e, mais recentemente, pela necessidade de reduzir a dependência energética num contexto geopolítico instável. Mas essa transformação continua a não chegar a todos.
A introdução da IA em sistemas militares, algo que vemos cada vez mais a acontecer, levanta uma questão decisiva: o ser humano continuará no centro da tomada de decisão, ou será progressivamente afastado do processo?
África precisa de uma estratégia própria: uma “IA com sotaque africano”, desenhada com base na sua realidade e prioridades. É imperativo investir em ciência local, proteger os dados dos cidadãos e garantir que as tecnologias sejam inclusivas e acessíveis.
São mais de 2 milhões, as pessoas, no nosso país que vivem ou numa situação de pobreza ou em condição de exclusão social ou abaixo do limiar de pobreza, situações estas que se vêm confirmando com vários estudos e relatórios de Observatórios e outras organizações públicas desde há anos consecutivos, 2020 a 2024.
Estudo realizado por investigadores da Nova SBE revela que a proporção de pessoas de minorias étnicas que vivem em agregados que não conseguem fazer face às despesas é mais do dobro do que a da população branca. Uma desigualdade que se estende aos múltiplos domínios da vida, como seja o trabalho, o acesso a habitação e a cuidados de saúde. 40% das pessoas do grupo das minorias assume ter sido alvo de discriminação, sendo o local de trabalho o local mais prevalente.
Com a redução da dependência de potências tradicionais e a busca por novos parceiros comerciais, 'as Áfricas', podem aproveitar a oportunidade para se afirmar no cenário global como resposta à distância entre promessas e realidade.
Outro dos temas que serão abordados entre hoje e terça-feira é a redução das desigualdades e o acesso a recursos para combater as alterações climáticas, detalhou o embaixador brasileiro.
Devem ser implementadas políticas públicas, no sentido de construir um novo contrato social, que permita mitigar os impactes da inovação e manter vivas as aspirações de mobilidade societária das populações, e que permita também reduzir as desigualdades criadas.
O essencial é saber se todos os cidadãos portugueses têm os mesmos direitos e as mesmas possibilidades de desenvolvimento das suas capacidades individuais, independentemente do local onde nascem ou vivem.
O FMI centra o olho do furacão nas desigualdades de rendimento, riqueza e oportunidades: as pessoas foram deixadas para trás, refere. E quando a economia falha, a sociedade não tarda em colapsar.
O diretor associado do Ambition Institute no Reino Unido diz ao JE que o nosso cérebro precisa mesmo de decorar para aprender e defende que um sistema de ensino que alimenta apenas as necessidades do mercado de trabalho é muito limitativo. “A universidade é um sítio que expande as fronteiras do cérebro humano e enriquece os conhecimentos de cada um”, salienta.
Os dados recentes do gabinete nacional de estatística revelam, sublinha a EAPN em entrevista ao JE, que "o fosso entre ricos e pobres está a aumentar: 20% da população com maiores rendimentos aufere 5,6 vezes mais que 20% com menores rendimentos".
Mais do que nunca urge agir, todos temos um combate feroz pela frente, para travar as desigualdades que se acentuam e os cortes salariais líquidos que aumentam.
Graeber e Wengrow propõem uma teoria social ancorada em três “liberdades primordiais”: liberdade de movimento, de desobediência, e de criar ou transformar relações sociais, por sua vez ameaçadas por três formas elementares de dominação e exercício de poder.
Faz cem anos que nasceu Natália Correia. Nas suas próprias palavras, viveu livre do compromisso de ser como os outros esperavam que fosse. Sejamos como Natália.
Não, não se trata de Portugal, mas sim dos Estados Unidos, o país de igualdade de oportunidades e o país de uma realidade dura, muito dura e chocante para nós, os europeus.
O fosso de desigualdades tem vindo a aprofundar-se entre os pequenos e grandes 'players' no meio editorial, mas sempre acreditei que os melhores livros nascem de forma surpreendente e inesperada.
O combate à pobreza deve ser a maior prioridade do Governo, defendem os cidadãos portugueses que responderam ao inquérito, com 51% das respostas centradas na redução do número de pobres, 44% em melhorar o Serviço Nacional de Saúde e a mesma percentagem a defender o combate à corrupção.
Nunca é demasiado tarde para começar a alterar o panorama de desigualdade nas nossas cidades. É o mínimo que pode ser feito para reconhecer o trabalho e o contributo de muitas mulheres notáveis da nossa história recente, da mesma forma que o contributo de muitos homens foi reconhecido.