O CEO fez o anúncio na apresentação de contas tendo o BCP registado lucros de 873,7 milhões até setembro, mais 12,6% do que no mesmo período do ano passado.
Os analistas estimam que o BCP apresente um lucro atribuível de 249 milhões de euros no segundo trimestre, um valor cerca de 8% abaixo do consenso de mercado. A diferença explica-se sobretudo por uma estimativa mais elevada para os encargos obrigatórios pagos em Portugal, nomeadamente a contribuição para o setor bancário e para o Fundo de Resolução, que o Jefferies calcula em cerca de 45 milhões de euros, acima dos 18 milhões considerados pelo consenso.
Em Lisboa, apenas o BCP conseguiu destacar-se pela positiva, com um ganho de 0,47% (1,0780 euros), perante outras cotadas a apresentarem um desempenho negativo.
Com estas operações, o banco passou a deter 42.783.860 ações próprias, correspondentes a 0,29% do capital social, num investimento total de 43,23 milhões de euros.
No documento, subscrito pela maioria dos membros da CT, os representantes dos trabalhadores afirmam existir uma "reiterada e incompreensível" ausência de reconhecimento pelo trabalho desenvolvido, considerando que os colaboradores continuam sem ver refletido nos aumentos salariais ou na distribuição de resultados o contributo que dão para os lucros do banco.
Segundo o BCP, os novos requisitos de MREL a cumprir pelo grupo de resolução do banco -- que engloba o BCP, o ActivoBank e as restantes subsidiárias do grupo, com exceção do Bank Millennium polaco e do Banco Internacional de Moçambique e respetivas subsidiárias -- são, com aplicação imediata, de 24,73% do montante total de exposição ao risco (TREA). A este valor acresce um requisito combinado de reservas de fundos próprios (CBR).
Desta forma, a instituição liderada por Miguel Maya passa a deter um total de 29.575.269 ações próprias, o que representa 0,20% do capital social do banco.
Ao longo da semana, verificou-se uma tendência de subida no preço médio por ação, que ultrapassou a barreira de 1 euro a partir de quarta-feira. O dia de maior volume de compras foi 17 de junho, com a aquisição de mais de 3,3 milhões de títulos.
Não acontecia há 11 anos. Na quinta-feira, os títulos do BCP fecharam três cêntimos acima do patamar de um euro. A capitalização bolsista chegou aos 15,1 mil milhões. Longe vão os tempos de Jardim Gonçalves em que “a linha da vida” eram 10 mil milhões.
O Banco Comercial Português (BCP) alcançou hoje um marco histórico na Euronext Lisbon. Numa sessão de fortes ganhos na bolsa de Lisboa, as ações do banco liderado por Miguel Maya superaram a barreira psicológica de 1,00 euro, um valor que já não era visto nas tabelas de negociação da instituição financeira desde 2015.
Os títulos têm um prazo de maturidade de 12 anos, com o BCP a reservar-se ao direito de exercer uma opção de reembolso antecipado (call option) no final do sétimo ano. Durante os primeiros sete anos, a taxa de juro anual fixou-se em 4,125%, o que reflete um spread de 1,330% sobre a taxa mid-swap de referência a 7 anos.
A operação insere-se no Programa de Recompra de Ações Próprias anunciado no fim de maio, que ascende ao montante global de 407,5 milhões de euros, valor que equivale a 2,84% da capitalização bolsista da instituição e que tem como principal objetivo estratégico a posterior extinção dos títulos adquiridos
O impasse em torno do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) para 2026 arrasta-se desde o dia 8 de setembro de 2025, data em que a estrutura sindical entregou formalmente a sua proposta de revisão.
O valor financeiro definido para esta operação equivale a cerca de 2,84% da capitalização bolsista da instituição financeira. O principal objetivo estratégico da medida consiste na posterior extinção dos títulos adquiridos. O banco de investimento J.P. Morgan SE, que atuará como intermediário financeiro independente.
A agência justifica a revisão da perspetiva com a evolução favorável do perfil financeiro do banco, destacando melhorias na qualidade dos ativos, níveis de capital mais elevados e uma rentabilidade reforçada. Estes fatores têm sido impulsionados, em parte, pela redução contínua das provisões associadas à carteira de crédito em francos suíços da subsidiária polaca.
BCP atribui mais de 4 milhões de ações a administradores e dirigentes como remuneração variável. O banco procedeu à entrega de um total de 4.087.904 ações da instituição aos membros da sua comissão executiva, um lote que se insere no âmbito da política de remuneração variável em vigor e que reflete o desempenho de vários exercícios.
O risco de a Fosun vender a participação do BCP não deixa indiferente o Governo, que quer estar informado sobre futuros acionistas do maior banco privado. A Ageas não pode ter mais de 5%.
De entre os membros eleitos, Maria João Almeida Gonçalves de Almeida comunicou ao Presidente do Conselho de Administração a sua indisponibilidade para aceitação do cargo, indicando motivos supervenientes de natureza profissional, pelo que não integrará a nova composição.
Miguel Maya, uma apologista da garantia pública do crédito à habitação, diz que esta alteração específica é bem-vinda. "Olhando só para diminuir a taxa de esforço, acho muito bem", diz o CEO do BCP na entrevista ao Programa Conversa Capital. "Como gestor, a minha preocupação é assegurar, por um lado, que tenho estabilidade acionista, e essa estabilidade pode ser conseguida com acionistas com 20% ou com 10% ou com o maior acionista com 4%", disse ainda.
O Banco Comercial Português (BCP) informou mercado que a agência de notação financeira Fitch Ratings melhorou a notação de rating dos depósitos de longo e curto prazo do BCP de ‘A-’ para ‘A’ e de ‘F2’ para ‘F1’, respetivamente, após a publicação, em 8 de maio de 2026, da atualização da sua metodologia de atribuição de rating a bancos.
O BCP informa ainda que as ações representativas do seu capital serão transacionadas em mercado regulamentado sem conferirem direito a dividendos a partir do dia 1 de junho de 2026 (inclusive).