A empresa conseguiu retomar a produção mais cedo do que pensava, depois de ter descoberto a peça em falta em Espanha e na China. Ainda assim, por conta da incapacidade da entrega destes fornecedores, os trabalhadores da Autoeuropa trabalham apenas entre segunda e quarta-feira.
"A fatura está a sobrar para os trabalhadores, que perdem parte do seu rendimento, que em alguns casos vai até 33% de corte no seu rendimento", disse Paulo Raimundo, líder do partido.
Duas empresas do parque industrial da Autoeuropa confirmaram o despedimento de mais 134 trabalhadores temporários devido à paragem de produção na fábrica de automóveis da Volkswagen em Palmela, revelou hoje a Coordenadora das Comissões de Trabalhadores (CT).
A falta de componentes que são produzidos apenas na Eslovénia, algo que já fez com que a Autoeuropa deixasse de produzir 52 mil automóveis, poderá paralisar a produção em mais cinco fábricas do grupo germânico, avança o jornal "Público" esta terça-feira.
Em cima da mesa está a realização de turnos suplementares à noite ao fim de semana numa altura em que o primeiro-ministro antecipou já impactos negativos da paragem de produção no PIB e exportações. Trabalhadores dizem que não subscrevem qualquer plano de recuperação de produção até assunto ser discutido com os seus representantes.
Segundo o coordenador das Comissões de Trabalhadores (CT) do parque industrial, Daniel Bernardino, as empresas do parque já confirmaram o despedimento de 191 trabalhadores precários, que se juntam aos 100 trabalhadores que a Autoeuropa também dispensou, embora estes últimos com a garantia de regressarem logo que seja retomada a produção.
Presidente da CIP revela ao JE que já propôs medida ao ministro da Economia e que está preocupado com efeitos da suspensão de produção nos milhares de trabalhadores de empresas satélite.
A paragem de produção na Autoeuropa já provocou o despedimento de 200 trabalhadores temporários e cortes salariais, entre 5% e 33%, em quase todas as empresas do parque industrial, revelou hoje a Coordenadora das Comissões de Trabalhadores (CT).
O BE defendeu hoje que o Governo deve acompanhar a situação na Autoeuropa e estabelecer como contrapartida de quaisquer apoios públicos a garantia de que não há nenhum despedimento na sequência da paragem de produção.
"O impacto desta paragem também não terá impacto no nosso prémio de objetivos, essa parte será neutralizada para não se perder valor, e mantivemos o prémio de assiduidade, o que é bastante positivo", referiu Rogério Nogueira, coordenador da Comissão de Trabalhadores.
"Chegámos a acordo", disse o coordenador da comissão de trabalhadores ao Jornal Económico. As conversas sobre os termos do 'lay-off' na fábrica de Palmela tiveram início esta segunda-feira e prolongaram-se no dia seguinte a partir das 10h00.
Associação Empresarial de Portugal e AFIA - Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel partem esta segunda-feira para uma feira na Alemanha com empresas nacionais. Luís Miguel Ribeiro diz ao JE que “o está a acontecer na Autoeuropa mostra que é importante continuarmos a investir e inovar neste sector” para reduzir a dependência externa.
As negociações entre funcionários e administradores da fábrica de Palmela prosseguem esta terça-feira. A reunião tem início marcado para as 10h00 e espera-se um desfecho por volta das 14h00, disse o coordenador da CT ao Jornal Económico.
As negociações prosseguem esta terça-feira. A reunião tem início marcado para as 10h00 e espera-se um desfecho por volta das 14h00, disse o coordenador da comissão de trabalhadores ao Jornal Económico.
A Confederação Empresarial de Portugal (CIP) apelou esta segunda-feira ao Governo para que acompanhe a paragem de produção de nove semanas da Autoeuropa e adote as soluções necessárias para proteger a empresa e a economia da região de Setúbal.
O layoff será a solução encontrada pela Autoeuropa para lidar com a necessidade de interromper a produção, deixando os trabalhadores preocupados e pedindo reuniões com a administração da fábrica. Saiba a resposta às questões mais prementes que se colocam sobre esta paragem de uma unidade estratégica para a economia portuguesa.
Rogério Nogueira assume que os trabalhadores da empresa estão "ansiosos e apreensivos" em relação à suspensão da produção de veículos entre 11 de setembro e 12 de novembro, período no qual a Autoeuropa irá aplicar o lay-off.
Empresa vai aplicar o lay-off durante paragem de produção de nove semanas e rescindir contratos com trabalhadores temporários. A CT diz que tudo fará para manter estes postos de trabalho.