PGR exige “extremo cuidado” ao Ministério Público

De acordo com o JE, este mal-estar que foi acentuado pela não validação dos crimes de corrupção e pelas medidas de coação aplicadas pelo juiz de instrução, que ficaram aquém da promoção do Ministério Público.

PGR exige “extremo cuidado” ao Ministério Público
António Cotrim/Lusa

Tudo “visto à lupa” e tratado com “extremo cuidado”. A manchete da edição impressa do JE desta semana detalha as reuniões “urgentes” e os pedidos de explicação internos relativamente à investigação ligada à “Operação Influencer”. Conta o JE que Lucília Gago, procuradora-geral da República (PGR) pediu aos procuradores para “confirmarem e reconfirmarem” toda a informação do processo relativamente às próximas fases de investigação.

A responsável máxima da Procuradoria-Geral da República quer acautelar que não se verifiquem mais erros como aqueles que constam no despacho da “Operação Influencer”, centrada numa primeira fase na Start Campus, a empresa que está no centro do processo do Data Centre em Sines.

Lucília Gago fez um pedido expresso a Francisco Narciso, diretor do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) para definir o rumo a tomar neste caso após terem sido apontados erros no despacho de indiciação que geraram um clima de mal-estar na Procuradoria-Geral da República.

De acordo com o JE, este mal-estar que foi acentuado pela não validação dos crimes de corrupção e pelas medidas de coação aplicadas pelo juiz de instrução, que ficaram aquém da promoção do MP, que tinha pedido a prisão preventiva para Lacerda Machado, consultor e melhor amigo de António Costa, e para o ex-chefe de gabinete do primeiro-ministro, Vítor Escária.

Na reunião com o DCIAP, a procuradora-geral da República realçou expressamente a necessidade de “extremo cuidado” nas próximas fases da investigação, frisando que terá de ser “tudo visto à lupa” pelos três procuradores titulares da investigação, João Paulo Centeno, Hugo Neto e Ricardo Lamas.

 

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