O Ministério Público está a realizar buscas em instalações da Polícia Judiciária, no âmbito de um inquérito que investiga a eventual prática dos crimes de abuso de poder e falsidade de testemunho agravada, anunciou hoje a Procuradoria-Geral da República (PGR). A investigação surge na sequência de uma queixa-crime por falsidade de depoimento e abuso de poder, relacionada com o julgamento do caso Football Leaks.
As diligências decorrem esta quarta-feira sob a coordenação do DIAP Regional de Lisboa e contam com a participação de vários magistrados do Ministério Público, inspetores da Autoridade Tributária e peritos informáticos.
Segundo a nota divulgada pelo Gabinete de Imprensa da Procuradoria-Geral da República, as buscas e apreensões destinam-se a recolher elementos probatórios que permitam confirmar ou infirmar os factos constantes da denúncia que deu origem ao processo.
O inquérito, que já tinha sido objeto de uma comunicação pública anterior, não tem, até ao momento, arguidos constituídos e encontra-se em segredo de justiça.
A Polícia Judiciária (PJ) confirma que foram realizadas, esta quarta-feira, diligências processuais nas suas instalações, no âmbito de um inquérito dirigido pelo Ministério Público.
A PJ diz que colaborou com as autoridades judiciárias, prestando todo o apoio necessário ao normal desenvolvimento das diligências. Mas “por tratar-se de matéria sob investigação, esta Polícia não fará, nesta fase, outros comentários”.
Depois em comunicado, a PGR veio esclarecer que, “tendo em conta notícias que vieram a público, no decurso das diligências de busca e apreensão, realizadas hoje, e que visam a recolha de elementos probatórios tendentes a confirmar ou infirmar os factos contantes da denúncia que deu origem ao inquérito, não foi apreendido o telemóvel do Diretor Nacional da Polícia Judiciária. O processo, que não tem arguidos constituídos, encontra-se em segredo de justiça”.
Em causa está o inquérito recentemente aberto na sequência de uma queixa que visa o atual diretor nacional da PJ por falsidade de depoimento e abuso de poder. Carlos Cabreiro foi acusado por um coordenador da Judiciária de ter mentido no julgamento de Rui Pinto, o fundador do Football Leaks.