Pacote com “sinal errado” e “previsível” dado pelo Governo

“O Jornal Económico” e o “Novo” reuniram políticos, economistas e promotores imobiliários para debater as medidas e o impacto das mesmas pelo Executivo. Presidente da Câmara de Lisboa criticou falhanço completo da habitação na cidade nos mandatos de Costa e Medina.

Pacote com “sinal errado” e “previsível” dado pelo Governo
confrencia___

Um “sinal errado e negativo para os investidores”, “previsível” ou a ausência de comunicação com as autarquias. Estas foram algumas das ideias transmitidas na conferência “Mais Habitação: Proteção, regulação ou travão?”, promovida pelo “Jornal Económico” (JE) e “Novo Semanário”, com o apoio da sociedade de advogados CMS e da agência imobiliária Fine & Country, que decorreu na passada terça-feira, 7 de março. O pacote ‘Mais Habitação’ apresentado pelo Governo foi o tema central deste evento, cuja abertura ficou a cargo da ministra da Habitação, Marina Gonçalves, que destacou o facto de as medidas apresentadas para o sector da habitação não serem “uma mudança de paradigma”, mas sim um complemento à resposta que já estava em curso, face ao momento atual que é marcado pelo elevado custo de vida.

A questão da constitucionalidade da proposta de lei do Governo foi debatida entre o diretor do JE, Filipe Alves, e José de Matos Correia, professor de Direito Constitucional. Para o docente, “o mais provável é que o Tribunal Constitucional deixe passar desde que a solução seja equilibrada”, dado que a “leitura que o Constitucional faz do direito da propriedade não é o clássico do liberalismo e está vinculado à tal hipoteca social”.

Conteúdo reservado a assinantes. Para ler a versão completa, aceda aqui ao JE Leitor

Relacionado

Reabilitação urbana agrava queda da atividade e licenciamento recua 14,4% até agosto

Reabilitação urbana agrava queda da atividade e licenciamento recua 14,4% até agosto

Teresa Cotrim2 Nov
A reabilitação urbana continua a perder dinamismo em Portugal. Em setembro, o nível de atividade das empresas do setor registou uma quebra homóloga de 3,7%, agravando a descida de 0,5% observada em agosto. Também a carteira de encomendas inverteu a tendência de crescimento, enquanto o licenciamento de obras de reabilitação acumulou uma queda de 14,4% nos primeiros oito meses do ano.
Preço das casas sobe 7,5% em outubro

Preço das casas sobe 7,5% em outubro

Inês Correia Botelho2 Nov
Vila Real foi o distrito que registou a maior subida de preços, de 20,3%, seguida da Guarda, com 18,4%, Beja, com 17,6%, Leiria, com 16,9% e Faro, com 15,5%. Já o Funchal foi onde se registou a menor subida, de 3,4%, assim como em Lisboa, 3,9%, Viana do Castelo, com 6,1%, Portalegre, com 6,4%, Porto, com 7%, Setúbal, com 9% e Aveiro, com 9,4%.