Greve nos bares e serviço de bordo da CP mantém-se com 95% de adesão no quarto dia

A paralisação, iniciada a 31 de agosto, é promovida pelo Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Sul e afeta os trabalhadores da Itau, empresa concessionária do serviço de refeições e bares dos comboios de longo curso desde 1 de abril.

Greve nos bares e serviço de bordo da CP mantém-se com 95% de adesão no quarto dia
Foto cedida

Os trabalhadores dos bares e serviço de bordo dos comboios Alfa Pendular e Intercidades da CP cumprem esta quinta-feira, 3 de setembro, o quarto dia de greve por tempo indeterminado, com uma adesão de 95%, exigindo o cumprimento do acordo de empresa e a reposição de subsídios de alimentação, refere o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Sul.

Segundo o sindicato, a generalidade dos comboios de longo curso circula, pelo quarto dia consecutivo, sem serviço de refeições e de bar, em consequência da forte adesão à greve.

A paralisação, iniciada a 31 de agosto, é promovida pelo Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Sul e afeta os trabalhadores da Itau, empresa concessionária do serviço de refeições e bares dos comboios de longo curso desde 1 de abril.

Em comunicado, a estrutura sindical acusa a concessionária de se recusar, “desde o primeiro dia”, a respeitar direitos consagrados no acordo de empresa aplicável aos trabalhadores, tendo “agravado o conflito” com a retirada do pagamento correspondente a 22 dias de subsídio de alimentação.

No passado dia 1 de setembro, os trabalhadores realizaram uma concentração junto do Ministério das Infraestruturas e da Habitação e da Secretaria de Estado da Mobilidade e dos Transportes, exigindo a intervenção do Governo na resolução do conflito.

Uma delegação de trabalhadores foi recebida pela chefe de gabinete da Secretária de Estado da Mobilidade e dos Transportes, Cristina Dias, que, segundo o sindicato, assumiu o compromisso de promover uma reunião com a governante.

O sindicato considera que o incumprimento da concessionária “lesa severamente os rendimentos mensais dos trabalhadores”, mas também prejudica os utentes da CP, que se veem “impedidos de aceder ao serviço de bar e refeições a que contratualmente têm direito quando compram o seu passe ou bilhete de viagem”.

Entre as reivindicações dos trabalhadores contam-se o cumprimento integral do acordo de empresa, a reposição do pagamento correspondente a 22 dias de subsídio de alimentação, aumentos salariais justos com efeitos retroativos a janeiro de 2026, a atualização das cláusulas de expressão pecuniária e condições de trabalho dignas para os trabalhadores a bordo e de terra.

Os trabalhadores exigem ainda a negociação e assinatura de um novo acordo de empresa com a Itau.

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