Comprou uma casa nova e foi surpreendido com defeitos? Saiba como reclamar!

É frequente a denúncia de consumidores que, após a compra de casa nova, se deparam com situações nada agradáveis, como sejam fissuras nas paredes, nos azulejos e mosaicos, defeitos nas instalações sanitárias, portas e soalhos empenados. Ora perante estas surpresas desagradáveis, os consumidores devem acionar a garantia que, como referido, abrange paredes, tetos, canalizações e outras partes estruturantes do imóvel.

Comprou uma casa nova e foi surpreendido com defeitos? Saiba como reclamar!
Construir casas novas ficou 8,5% mais caro em Portugal

Atualmente os bens imóveis têm um prazo de garantia de 10 anos relativo a elementos construtivos estruturais, mantendo-se o prazo de cinco anos nos outros elementos da casa.

É frequente a denúncia de consumidores que, após a compra de casa nova, se deparam com situações nada agradáveis, como sejam fissuras nas paredes, nos azulejos e mosaicos, defeitos nas instalações sanitárias, portas e soalhos empenados. Ora perante estas surpresas desagradáveis, os consumidores devem acionar a garantia que, como referido, abrange paredes, tetos, canalizações e outras partes estruturantes do imóvel.

As características do imóvel devem estar descritas na ficha técnica da habitação, tal como esta se encontra no momento da compra. Caso haja falta de conformidade, o consumidor tem o direito da reposição dessa falha, a título gratuito, seja através da reparação, substituição, ou até mesmo à redução proporcional do preço ou à resolução do contrato.

Como deve o consumidor fazer para acionar a garantia?

Com esta nova lei, o consumidor já não é obrigado a denunciar o defeito dentro de um determinado prazo após o conhecimento do defeito. A comunicação deve ser feita através de carta registada ou por correio eletrónico com recibo de leitura, para salvaguarda do consumidor ou qualquer outro meio suscetível de prova. Se tiver conhecimento de algum defeito à data da compra, deve comunicá-lo e estabelecer um prazo para o vendedor proceder à reparação.

Após comunicada a anomalia, caso o vendedor não responda ou não efetue nenhum procedimento, o consumidor deve recorrer aos julgados de paz ou ao tribunal. Deve iniciar a ação antes do prazo dos três anos a contar da comunicação do defeito, porque após este prazo o vendedor fica livre da obrigação de reparação dos defeitos em causa.

Conte com o nosso apoio.

Conte com o apoio da DECO MADEIRA através do número de telefone 968 800 489/291 146 520, do endereço eletrónico deco.madeira@deco.pt. Pode também marcar atendimento via Skype. Siga-nos nas redes sociais Facebook, Twitter, Instagram, Linkedin, Youtube e no nosso site DECO.

Relacionado

Reabilitação urbana agrava queda da atividade e licenciamento recua 14,4% até agosto

Reabilitação urbana agrava queda da atividade e licenciamento recua 14,4% até agosto

Teresa Cotrim2 Nov
A reabilitação urbana continua a perder dinamismo em Portugal. Em setembro, o nível de atividade das empresas do setor registou uma quebra homóloga de 3,7%, agravando a descida de 0,5% observada em agosto. Também a carteira de encomendas inverteu a tendência de crescimento, enquanto o licenciamento de obras de reabilitação acumulou uma queda de 14,4% nos primeiros oito meses do ano.
Preço das casas sobe 7,5% em outubro

Preço das casas sobe 7,5% em outubro

Inês Correia Botelho2 Nov
Vila Real foi o distrito que registou a maior subida de preços, de 20,3%, seguida da Guarda, com 18,4%, Beja, com 17,6%, Leiria, com 16,9% e Faro, com 15,5%. Já o Funchal foi onde se registou a menor subida, de 3,4%, assim como em Lisboa, 3,9%, Viana do Castelo, com 6,1%, Portalegre, com 6,4%, Porto, com 7%, Setúbal, com 9% e Aveiro, com 9,4%.
Casas mais caras, proprietários mais ricos

Casas mais caras, proprietários mais ricos

Teresa Cotrim2 Nov
Entre 2015 e 2025, os preços das casas em Portugal dispararam cerca de 170%. Para quem já era proprietário, a valorização significou um aumento expressivo da riqueza. Para quem procurava comprar casa, traduziu-se numa perda de poder de compra e numa barreira crescente ao acesso à habitação.