No que diz respeito ao consumo de cimento, os dados da mais recente Síntese Estatística da Habitação da associação apontam para a manutenção da trajetória crescente.
A construção híbrida de madeira e betão tem atraído investimento. O Grupo Casais aposta na solução CREE e o Grupo DST tem vindo a investir na industrialização do seu pólo de Braga.
A Associação dos Industriais de Construção Civil e Obras Públicas está preocupada com quebra no investimento público e gostaria de ter maior previsibilidade relativamente aos projetos futuros.
O ministro Manuel Castro Almeida destacou a ambição e a organização da empresa, considerando-a “um exemplo para o país” e com “boas condições para ajudar no problema de falta de casas em Portugal”.
Em paralelo, o Grupo Casais está a desenvolver o Minho Innovation and Technology Hub, em Azurém, igualmente orientado para soluções de habitação sustentáveis e integrando uma comunidade de energia.
“A AICCOPN [Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas Nacional] volta a alertar para o forte agravamento do preço do gasóleo e para o impacto direto que esta evolução está a ter nos custos das empresas de construção, reiterando a necessidade de uma intervenção urgente por parte do Governo”, sustenta em comunicado.
A Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas (AICCOPN) alertou esta segunda-feira para o impacto da subida do preço do gasóleo nos custos das empresas do setor e reiterou ao Governo a necessidade de adotar medidas urgentes para mitigar os efeitos do agravamento.
O Grupo Arliz está a recrutar vários profissionais da área da engenharia e construção, do Norte ao Algarve e à ilha de São Miguel, nos Açores, para integrar novos projetos resultantes do crescimento da sua atividade, anunciou esta quinta-feira a empresa.
"Os trabalhos contemplam a movimentação de terras, infraestruturas, a construção da 2.ª fase do Pioneer Camp, a construção do Operational Camp e estruturas complementares, bem como a operação e manutenção dos acampamentos construídos. O valor do contrato ascende a 207 milhões de dólares americanos e terá um prazo de 27 meses, iniciando-se os trabalhos de imediato", diz a Mota-Engil.
Barómetro do setor dá conta de que, de acordo com o INE, foram licenciadas 2.960 obras de reabilitação, no primeiro semestre de 2026, o que corresponde a uma redução homóloga de 12,5%.
A construtora liderada por Carlos Mota Santos destaca o período de "maior sucesso comercial", que possibilitou aumentar o volume da sua carteira de encomendas para um novo máximo histórico de 17,7 mil milhões de euros.
Segundo o relatório e contas do primeiro semestre deste ano, publicado esta quarta-feira pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a empreitada foi adjudicada à Martifer Metallic Constructions, “abrangendo o Apron Sul, o Pier Sul e o Pier Central”, ou seja, a zona sul de estacionamento e assistência às aeronaves e as áreas Sul e Central de embarque do terminal.
A Martifer registou um resultado líquido negativo de 7,9 milhões de euros no primeiro semestre de 2026, contra um lucro de 8 milhões de euros no mesmo período do ano passado, numa evolução penalizada sobretudo por provisões extraordinárias relacionadas com projetos no Reino Unido e no Brasil.
A Mota-Engil confirmou oficialmente, em comunicado, a assinatura de um contrato de concessão na República Democrática do Congo (RDC), onde prevê mobilizar um investimento de cerca de 1.800 milhões de dólares (aproximadamente 1,65 mil milhões de euros) ao longo de 30 anos.
Este acordo que ainda não está concluído poderá ser financiado com até mil milhões de dólares (857 mil milhões de euros) dos Estados Unidos e abrange a reabilitação e gestão do troço congolês do Corredor de Lobito.
Este valor significa um aumento homólogo de 28%, tendo o volume de contratos celebrados exclusivamente por concurso público descido 34%, para 1.871 milhões de euros.
Segundo a empresa, o contrato no Peru pode atingir os 140 milhões de dólares e tem uma duração estimada de cerca de 590 dias, contemplando a reconstrução e reabilitação dos pavimentos aeronáuticos da pista principal, com 4.200 metros de extensão, das pistas de circulação e da plataforma de estacionamento de aeronaves. Mota-Engil aumenta carteira de encomendas em 685 milhões com as operações na Nigéria e Peru.
Este valor representa um aumento de 80 milhões de euros em relação ao período homólogo de 2025, com Portugal a ser o principal motor deste crescimento, com uma subida de 52%.
A construção sustentável deixou de ser tendência e passou a ser uma questão de necessidade. Em Portugal, a pressão da regulamentação europeia, as metas de descarbonização e uma maior consciência dos promotores e investidores estão a acelerar a transformação do setor. Mas continua a existir um fosso entre o que é tecnicamente possível e o que chega efetivamente às obras.
Os eventos climáticos extremos e as catástrofes naturais são atualmente o principal risco para a indústria da construção, seguidos pelas vulnerabilidades do mercado financeiro e pela escassez de mão de obra qualificada, segundo um relatório da Zurich.