As medidas integram o primeiro conjunto de propostas de alteração ao Orçamento do Estado para 2027 (OE2027) que o PCP vai apresentar na discussão na especialidade
“Nós estaremos disponíveis para, em sede de especialidade, podermos ainda revisitar a relação financeira entre a Administração Central e a Administração Regional com vista a poder promover algumas alterações que beneficiem ainda mais os açorianos, os madeirenses e os porto-santenses”, adiantou Montenegro.
Na audição ao ministro das Finanças, no âmbito da apreciação da proposta de Orçamento do Estado para 2027, o deputado socialista António Mendonça Mendes deixou a garantia de que o OE, que será viabilizado pelo PS através da abstenção, "sairá exatamente com o mesmo saldo com que entrou".
Segundo André Ventura, na reunião, desta segunda-feira, "o Chega voltou a insistir numa coisa que é da mais elementar justiça que é descer os impostos sobre os combustíveis". "O Governo diz que não quer descer os impostos dos combustíveis. Nós vamos continuar nesta luta", garantiu.
O líder parlamentar do PS, Eurico Brilhante Dias, sublinhou que "no que diz respeito à inflação estimada pelo Executivo. a inflação tem, nos últimos meses, andado em torno dos 3%, 3,4% em termos homólogos e o Governo prevê para o próximo ano uma inflação média equivalente à de 2026".
O Orçamento do Estado para 2027 vai estar em destaque numa conferência promovida pelo Jornal Económico, em parceria com a EY, que reunirá especialistas e representantes de diferentes áreas para analisar as principais medidas e desafios que vão marcar a política económica e fiscal do próximo ano
Tendo o Governo como quase garantido de que o Chega poderá reprovar o Orçamento do Estado para 2027 (OE2027), o Executivo vê no PS a possibilidade do documento passar no Parlamento, mesmo que os socialistas se abstenham.
“Para aprovar uma proposta dessas, [Chega e PS] têm ambos de votar favoravelmente, [pelo que], se quiserem fazer uma coligação e aprovar isso, o que estão a dizer ao país é que querem que em 2027 haja um défice”, afirmou Miranda Sarmento em entrevista à agência Lusa, à margem da reunião informal de ministros dos Assuntos Económicos e Financeiros (Ecofin), em Dublin.