TAP. CTP saúda decisão do Governo sobre entrada da Lufthansa e defende privatização a 100%

Francisco Calheiros acredita que a integração da TAP num grande grupo de aviação internacional como a Lufthansa vai beneficiar a companhia aérea, o turismo e o país. "A TAP já não poderia continuar isolada neste mercado tão competitivo", afirma o presidente da Confederação do Turismo de Portugal.

TAP. CTP saúda decisão do Governo sobre entrada da Lufthansa e defende privatização a 100%
Francisco Calheiros CTP

A Confederação do Turismo de Portugal (CTP) mostra-se satisfeita com a decisão do Governo anunciada esta quarta-feira, 14 de outubro, da venda de 44,9% da TAP ao grupo de aviação Lufthansa por 1.025 milhões de euros. Em comunicado, a entidade defende ainda a privatização a 100% da companhia aérea portuguesa, numa segunda fase de venda.

“A TAP já não poderia continuar isolada neste mercado tão competitivo. Aplaudo a decisão de hoje anunciada pelo Governo e continuo a frisar que a CTP defende uma segunda fase da venda da TAP, para que se concretize uma privatização a 100%”, afirma Francisco Calheiros, presidente da CTP, considerando que esta integração da TAP num grande grupo de aviação internacional vai beneficiar a companhia aérea, o turismo e o país.

Por outro lado, a entrada da Lufthansa na companhia aérea portuguesa é vista pela CTP como uma mais-valia para a TAP, já que lhe garante capacidade financeira e reforça a sua competitividade internacional, o que na atual conjuntura de mercado é essencial para o desenvolvimento da companhia aérea portuguesa, empresa que é determinante para a ligação do país aos mercados internacionais estratégicos, às regiões autónomas e aos países da diáspora.

“Espero que depois de terminadas todas as fases da operação de venda, se conclua que o novo acionista da TAP virá a garantir empregos, o hub de Lisboa, as ligações às regiões autónomas e à diáspora, a preservação das atuais rotas estratégicas, assim como fique garantido o ADN da marca TAP”, refere Francisco Calheiros.

O valor da venda pode ascender aos 1.200 milhões para atingir os 49,9%, dependendo da adesão dos trabalhadores da companhia aos 5% que estão reservados, mas que serão vendidos aos alemães se não houver adesão suficiente. A avaliação total coloca a companhia a valer mais de 2.500 milhões de euros.

“A proposta financeira foi 16% superior à proposta concorrente [Air France-KLM] e com menor grau de incerteza. Foi a melhor escolha”, afirmou o primeiro-ministro, Luís Montenegro em conferência de imprensa que se realizou após o Conselho de Ministros, na qual a decisão foi favorável para o grupo de aviação alemã.

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