“Reconhecemos o interesse suscitado com a divulgação dos nomes, mas estamos convictos de que a sua divulgação, neste momento, conduziria a prejuízos para o processo que não podemos correr o risco de enfrentar”, defendeu Tiago Santos à agência Lusa.
A SATA Holding recebeu cinco propostas não vinculativas no âmbito do processo de privatização da SATA Internacional – Azores Airlines, anunciou a empresa. A SATA Holding não divulgou a identidade dos proponentes.
A Azores Airlines gerou um prejuízo de 37,1 milhões de euros uma melhoria face ao prejuízo de 41 milhões do ano anterior e os custos com combustível subiram nove milhões de euros, no primeiro semestre. Enquanto que a SATA Air Açores gerou um prejuízo de 2,1 milhões de euros e o combustível teve um impacto negativo estimado em cerca de 1,5 milhões de euros.
Segundo o documento a que agência Lusa teve acesso, os requisitos de participação no processo de venda da empresa de 'handling' (serviço de assistência em terra) da SATA exigem a "demonstração de experiência relevante mínima de cinco anos no setor da prestação de serviços de assistência em escala ou nos setores dos transportes, da logística ou das infraestruturas".
O responsável pelos mercados internacionais da SATA, João Ferreira, salientou que, ao nível da oferta de voos para a época de inverno, foi "absorvida a maior parte" da oferta deixada vaga pela saída da Ryanair do arquipélago açoriano, que ocorreu a 29 de março.
Durante a apresentação da rota aérea entre a Terceira e os Açores, o presidente da Câmara de Comércio e Indústria de Angra do Heroísmo, Marcos Couto, referiu que este voo possui "muita importância" para o arquipélago açoriano, acrescenta que a rota tem "procura".
O Grupo SATA reduziu os prejuízos e melhorou atividade operacional até março. O grupo defende que a melhoria do EBITDA na Azores Airlines e na SATA Air Açores, bem como a significativa redução dos prejuízos da Azores Airlines, demonstram o impacto positivo das medidas de eficiência e disciplina operacional implementadas nos últimos ano.
O Grupo SATA vai permitir a alteração das reservas para datas anteriores ou posteriores ao período da greve (entre 1 e 7 de junho) "sem aplicação de penalidades ou diferenças tarifárias".
O processo será realizado através de negociação particular, num modelo faseado que prevê, numa primeira etapa, a verificação da idoneidade e da capacidade financeira dos interessados. Posteriormente, os candidatos poderão apresentar propostas não vinculativas, seguindo-se uma fase de propostas vinculativas após diligências aprofundadas.
"As companhias aéreas continuam a acompanhar permanentemente a evolução das previsões meteorológicas, de modo a ajustar a operação da melhor forma possível. Tendo em conta as atuais previsões, perspetiva-se que o processo de reacomodação dos passageiros e a regularização da operação estejam, na sua maioria, concluídos ao longo dos dias de hoje e de amanhã", acrescentou o Grupo SATA.
O caderno de encargos proposto pelo conselho de administração da SATA ao Governo dos Açores, a que agência Lusa teve acesso, estabelece um modelo de “negociação particular” para a privatização da companhia aérea, que vai ter de ser concluída até final do ano, segundo o plano de reestruturação aprovado pela Comissão Europeia.
Governo dos Açores considera que abandono da Ryanair das rotas do arquipélago é uma “oportunidade” para outras companhias. Para já, a TAP e a SATA. Mas estão a procurar mais interessados.
Destinos como Londres e Manchester deverão ser dos mais afetados, numa altura em que, sublinha, será difícil substituir rapidamente a capacidade da maior companhia aérea low-cost da Europa.2
“Não se trata de devolução de verbas a Bruxelas, trata-se, isso sim, de devolução de verbas das ajudas de Estado concedidas pelo Governo [Regional] à SATA, e que, neste caso, terão que ser devolvidas da SATA ao Governo Regional”, disse hoje aos jornalistas o secretário regional das Finanças, Planeamento e Administração Pública, Duarte Freitas.