As palavras apontaram à catástrofe iminente, mas o tom de voz foi sereno, até nas críticas à sociedade. O reputado filósofo germano-coreano Byung-Chul Han abriu a conferência inaugural do Babell, no Porto, com lotação há muito esgotada. Pensar foi o verbo que mais invocou. Idealmente num jardim.
A filosofia pode ser sedutora? Pode. E o Espanto - Festival Internacional de Filosofia regressa a Cascais, de 13 a 28 de junho, para provar isso mesmo. Um bom pretexto para partilhar inquietações e reflexões.
A omnipresença da IA generativa e o seu uso cada vez mais frequente têm levantado dúvidas não só sobre a qualidade da informação como sobre os efeitos sobre a forma como pensamos.
António de Castro Caeiro, professor de Filosofia Antiga e divulgador de filosofia, pensa o mundo à sua volta entre a stand-up comedy e os antigos mestres. Não prescinde da tecnologia, mas alerta para a sua adição. E para a “perda de civilização” a que estamos a assistir.
A Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra abre esta quinta-feira, 18, um Ciclo de Colóquios em homenagem ao engenheiro João Cravinho, que incluirá também sessões em Lisboa, Faro e Porto. É uma iniciativa do projeto de investigação A Economia Política da Construção Democracia.
Não transformar o mundo, não pensar o mundo, impedir ambas, é apenas o corolário do que está ainda mais profundamente em causa: um projecto de dominação dos próprios modos por que se pensa.
Em vez de sustentabilidade deveríamos referir directamente uma economia assente no pressuposto da regeneração. Garantir a regeneração, abstermo-nos do que não seja regenerável.
Por mais que se avance e mimetize as redes neuronais e o pensamento humano, e por mais exponencial que seja o alcance da IA, o chip estará sempre na inteligência natural humana.
A AD precisa persuadir os portugueses que é do seu interesse estarem unidos à volta da ideia de progresso e de que somos capazes. E também que será implacável com a corrupção, seja quem for.
Há uma lição da floresta para todos os lugares que habitamos. Melhor do que pensar a floresta como um habitar menos que apenas se visita, importaria talvez pensar o habitar como uma visita. Assim, estamos e não afastamos.
Neste mundo complexo que vivemos, ler livros é, para além do prazer que da leitura que de cada um se tira, a forma de compreendermos melhor o mundo. De compreender que nem tudo é imediato.