Não teremos mais habitação por anúncios políticos. As ilusões das soluções fáceis constituem um perigo pelas expectativas que criam e que ano após ano não têm sido atendidas.
Ao problema dos licenciamentos junta-se a construção nova limitada pelos custos elevados. Cenário deverá manter-se nos próximos trimestres, caso não se verifique um aumento significativo de imóveis no mercado. No segundo trimestre o stock do parque habitacional desceu 18,1% face ao período homólogo na capital.
A nível nacional, este é o terceiro trimestre consecutivo em que a oferta de casas para venda desce, com quebras entre os 2% e 3%, depois de um período de dois anos em que o stock para venda cresceu cerca de 36%.
Presidente da Câmara Municipal de Oeiras defende que os promotores não conseguem encontrar terrenos com preços compatíveis para a construção de habitação acessível. "A construção ou reconstrução de um prédio degradado ainda sai mais caro do que fazer habitação nova", refere o autarca.
A desigualdade no acesso à habitação não se manifesta nem ameaça apenas a noção de propriedade e de direito ao lar, como é já hoje um forte inibidor do acesso à educação.
Para este crescimento contribuíram significativamente as cidades de Vila Real (70%), Guarda (65%), Viseu (45%) e Leiria (30%), que foram os distritos onde o inventário de imóveis para venda mais subiu, de acordo com o Idealista.
A oferta cresceu em 13 capitais de distrito, onde se destacam Évora (55%), seguida por Guarda (47%), Viana do Castelo (41%), Vila Real (38%) e Leiria (37%) com as subidas mais significativas.