O objetivo consta de uma atualização da estratégia de negócios a longo prazo daquele que é o terceiro maior fabricante de automóveis do Japão em termos de vendas, que está a levar a cabo, ainda, um plano de redução de custos para impulsionar a rendibilidade da empresa.
A segunda maior economia do mundo foi responsável por pouco mais de um quinto das vendas mundiais da Nissan. “As condições de mercado na China tornaram-se extremamente difíceis”, afirmou Masashi Matsuyama, presidente da subsidiária chinesa.
Trata-se de um primeiro programa de recompra de ações, na sequência de longas negociações entre as duas empresas. Cada uma caminha agora para passar a ter 15% da outra.
O Cetelem, do grupo BNP Paribas Personal Finance, acaba de assinar um acordo de exclusividade com a Nissan Portugal, que este ano passou a ser distribuída em Portugal pela Salvador Caetano Auto. Através desta parceria, os clientes passarão a ter acesso a soluções financeiras.
A construtora automóvel espera melhorar os seus lucros para o ano fiscal que terminará em março do próximo ano, aumentando para 2.414 milhões de euros, mais 14,7% do que a estimativa anterior.
Este negócio começou por ser anunciado no passado mês de julho, tendo o grupo português manifestado, na altura, a intenção de começar a trabalhar a marca japonesa já a partir de setembro.
A transação, que deverá estar concluída em novembro de 2023, encontra-se agora dependente da conclusão do procedimento legal de transferência de trabalhadores, bem como da aprovação pela Autoridade da Concorrência, "áreas nas quais a Pares Advogados também teve intervenção", explica a sociedade de advogados.
A parceria que a Nissan está a desenvolver, a solo, deve envolver um parceiro fora da indústria automóvel. Este plano inclui também uma estratégia específica para os mercados norte-americano e asiático no que diz respeito a veículos elétricos.
Só no primeiro trimestre deste ano, e no que diz respeito ao mercado português, a Tesla ficou a pouco mais de 500 vendas de igualar o total de veículos matriculados em 2022.
Medida faz parte da reestruturação alcançada entre as duas construtoras automóveis, onde está incluída uma redução na participação da Renault na Nissan de 43% para 15%, transferindo uma participação de 28% para um fundo francês.
O gestor, de 42 anos, iniciou a sua relação com a fabricante em 2005 como consultor em Portugal onde, anos depois, foi responsável pela direção de Frotas e Usados. Em 2017 integrou a equipa da Nissan em Espanha.