Comprar bem exige perguntar não apenas o que torna uma propriedade atrativa hoje, mas também o que continuará a torná-la desejável daqui a dez ou quinze anos.
Investimentos em curso desde 2020 já superam os cinco mil milhões de euros, mas quando tudo estiver feito serão nove mil milhões. Mais, porque há projetos sem valor definido. É o custo da criação do mais luxuoso recanto do litoral atlântico português.
"Se Lisboa e o Algarve continuam a ocupar uma posição central no mapa do imobiliário premium, destinos como a Comporta, Madeira, Porto, Vila Nova de Gaia ou Grândola estão a ganhar protagonismo e a atrair cada vez mais compradores nacionais e internacionais", diz o relatório 'O Mercado da Habitação de Luxo em Portugal', elaborado pela seguradora Hiscox.
Transações disparam mais de 80%, com a larga maioria a ser de hotéis de cinco estrelas e de grande luxo, em contraste com a vizinha Espanha, onde o peso deste segmento é menor. A quase totalidade das transações é feita por investidores estrangeiros.
Falar em rei-sol é falar em Luís XIV, no absolutismo, político, mas também amoroso, no delírio barroco que é o Palácio de Versalhes. E no hotel que se esconde nos seus jardins. Conhece?
O desporto continua também a ganhar importância como plataforma estratégica para as marcas. Atualmente, mais de 80% do valor do mercado mundial do luxo corresponde a marcas que desenvolveram iniciativas de patrocínio desportivo ao longo dos últimos 12 meses.
Após dois anos de queda, prevê-se que as vendas de bens pessoais de luxo atinjam este ano 373 mil milhões de euros. Este crescimento é impulsionado pelo mercado norte-americano e da China.
É o último grande espaço disponível no centro da capital e está já em obra. São quase 20 mil metros quadrados. Serão construídos 136 apartamentos e, ainda, serviços. Numa zona de premium.
Surfar a crista da onda é mais do que uma expressão. É uma forma de estar. Foi a pensar nisso que a Longchamp convidou o Shapers Club para criarem uma edição ultralimitada de pranchas de surf. Com muito estilo.
Com este imposto, o presidente de câmara de Nova Iorque, eleito pelo Partido Democrata, prevê arrecadar cerca de 500 milhões de dólares por ano (429,9 milhões de euros).
Apesar de não estar nesta lista, a Avenida da Liberdade continua com elevada procura por parte das principais marcas de luxo internacionais, o que aliado à escassez de oferta, irá manter pressão nas rendas, aponta a consultora Savills.
O preço médio de uma habitação premium com varanda subiu no último 2%, para 1,5 milhões de euros, face aos 1,3 milhões de uma casa do mesmo segmento sem varanda. Lisboa e Porto representam em conjunto 75% da oferta no mercado de casas com espaços exteriores.
Empresas de alto padrão, como Louis Vuitton e Hermès, procuram outras regiões após queda nas vendas. Executivos esperam que consumidores afetados transfiram gastos para outros países.
Muitas vezes, a Cultura ainda é vista como um luxo. Uma perceção que descarta o quão estratégica aquela é para o desenvolvimento do país. Fundações privadas e universidades como a Católica partilharam a sua experiência. A Cultura é uma força motriz. Social e económica.
“Há um excesso de embalagens. Há pouco trabalho de evolução da parte das marcas. Não houve uma transição em termos de sustentabilidade. Mantêm-se os modelos de descartabilidade, de embalagem como argumento de venda”, critica Susana Fonseca, vice-presidente da associação ambientalista Zero
Num universo cada vez mais concorrido, as marcas devem concentrar-se na criatividade e na inovação para aumentar a relevância para os consumidores. As despesas globais neste setor vão aumentar à boleia dos Estados Unidos e China.
Hotéis, restaurantes e clubes apostam em experiências cada vez mais exclusivas para atrair elites. Miami acumula exemplos dos serviços em alta entre os endinheirados, mostra WSJ.
Dados da Portugal Sotheby’s International Realty apontam para um aumento do valor médio dos imóveis vendidos de 22% face ao ano passado, com os portugueses a representarem 54% das transações.