Um dos mais criativos designers franceses a viver em Portugal descobriu o savoir-faire dos artesãos do gesso. Em “Rostos/Visages”, Sam Baron resgata moldes antigos e dá-lhes asas.
Para além deste valor, que servirá para pagar a reparação dos crimes e infrações cometidos através de força ou violência durante os protestos, os manifestantes que beneficiem de apoios sociais podem ver essas verbas retidas.
O ministro do Comércio, Serge Papin, revelou hoje 28 de outubro que, no total, "1.737 anúncios foram removidos e 237 contas, banidas", numa entrevista ao jornal Le Parisien.
O indicador que resume os resultados dos inquéritos mensais realizados junto dos agregados familiares, caiu para 80 pontos, menos cinco do que em setembro, avançou o INSEE em comunicado, citado pela EFE, no qual recorda que 100 pontos corresponde à média de longo prazo.
De acordo com o “The Guardian”, este projeto lei dita que os manifestantes paguem pelo vandalismo causado pelas manifestações de rua, mesmo que estes não tenham causado os danos diretamente.
No seu primeiro grande comício de campanha, a candidata que lidera as sondagens sobre o escrutínio do próximo ano, adiantou que o seu governo será liderado por Jordan Bardella, reeleito no sábado presidente do Rassemblement National (RN), partido de Le Pen.
Um grande número destas detenções [135] está relacionado com o controlo de multidões e com a descoberta de equipamentos destinados a serem utilizados como armas", explicou o ministro do Interior, Laurent Nuñez, este sábado, 24.
França, Portugal, Espanha, Itália, Grécia, Bélgica, Reino Unido, Albânia, Sérvia e Alemanha. É esta, para já, a latitude dos protestos que estão a sitiar a Europa por dentro. Os governos convocam polícias e exércitos, os manifestantes prometem não desistir e os especialistas apelam ao foco nas causas e não nos efeitos.
Os analistas esperavam uma degradação da nota atribuída pela agência de 'rating', mas a Moody's parece partir da hipótese "de que vai ser aprovado um orçamento para 2027 a reduzir o défice e que os custos de financiamento e as tensões sociais se moderarão nos próximos meses" em França.
Paris estendeu geografia do recolher obrigatório. As cidades de Marselha e Lyon proibiram protestos, o mesmo sucedendo em várias outras regiões. As únicas manifestações autorizadas, mas com condicionalismos, são as que estão organizadas pelas estruturas sindicais.
A França precisa de recuperar capacidade para produzir, reformar e fazer cumprir a lei com legitimidade. Precisa também de devolver sentido à solidariedade entre gerações.
O governo francês está entre a espada e a parede. Se adotar medidas para acalmar os mercados, arrisca agravamento dos protestos nas ruas. Se nada fizer, os juros podem continuar a subir.
E o spread [diferença] das obrigações francesas, face às alemãs [que são tidas como referência], atingiu os 157 pontos base, ficando próximo de níveis registados em 2011.
Estas manifestações em França podem trazer implicações fiscais mais significativas e aumentar o risco de paralisação na formulação de políticas públicas.
Autoridades francesas anunciam recolher parcial em Paris, entre as 23 horas e as seis da manhã. O primeiro-ministro, Sébastien Lecornu, culpa a "extrema-esquerda" por explorar os protestos.
Os títulos franceses a 10 anos saltaram mais de 10 pontos base no arranque da sessão de segunda-feira e o spread para a Alemanha voltou a alargar, enquanto o euro recuou face às principais divisas e o índice parisiense perdeu quase 1,5% na manhã de segunda-feira.
Ao cabo de um fim-de-semana em que a violência tomou conta de várias cidades francesas – com uma dimensão que faz recordar 1968 – o presidente falou aos franceses. Condenou a barbárie que o envergonhou a abriu o diálogo imediato com todos os envolvidos.
De acordo com a polícia local, esta unidade especializada está "posicionada na Praça da República", onde se verifica uma forte tensão, com confrontos entre centenas de pessoas e as forças de segurança.
"Não nos deixaremos intimidar", escreveu o chefe do executivo francês na sua conta oficial no X, dirigindo-se "àqueles que pretendem fazer destas violências um 'aquecimento' antes da eleição presidencial" do próximo ano.
Fosse outro país europeu que não a França – salvo talvez a Alemanha e o Reino Unido em tempos idos – a passar por este caos, e o ‘mercado’ já se teria encarregado de chamar os agentes políticos à razão. Mas os gauleses começam a ter pouca margem de manobra. Veja a análise do embaixador Francisco Seixas da Costa.