Chegamos ao momento da entrega do Orçamento do Estado. Portugal tem uma curiosa relação com as contas públicas. Interessa-se mais pelo dinheiro que ainda não gastou do que por aquele que já desapareceu.
Os impostos indiretos tiveram um contributo assinalável nesta evolução, mas também os diretos e as contribuições para a Segurança Social, com o emprego em máximos a refletir-se nas contas do Estado.
Este é o saldo global, em contabilidade pública e ajustado do efeito da integração do Fundo de Pensões da CGD, mas o Governo ressalva que este resultado não reflete ainda a totalidade do aumento intercalar de pensões e a prorrogação do IVA zero até final do ano.
De acordo com o relatório da execução orçamental publicado recentemente pelo governo caboverdiano, de janeiro a junho deste ano a execução orçamental foi de 44,4% face ao programado para o ano.
A atual política financeira vai confirmando uma cada vez maior carga fiscal, com excedente orçamental, que penaliza o poder de compra e não contribui para a valorização salarial.
As Administrações Públicas registaram um saldo orçamental de 2.300 milhões de euros até fevereiro de 2023, na ótica da contabilidade pública. Comparando com o mesmo mês de 2022, verifica-se uma melhoria de 1.159 milhões de euros.