Trata-se da primeira edição da Bolsa de Mérito Apifarma, que foi criada no âmbito de uma parceria entre a entidade fundada em 1975 e o Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas, numa "iniciativa de Responsabilidade Social da Indústria Farmacêutica que conta com o Alto Patrocínio do Presidente da República".
Numa alusão aos problemas dos estudantes do Ensino Superior deslocados face ao aumento dos custos da habitação, a ministra advertiu que os processos para a construção de novas residências universitárias obedecem a regras burocráticas inerentes à administração pública.
A cofundadora da COVID Education Alliance diz, ao JE, que a sala de aula está condenada a desaparecer, mas não o professor, cujo papel até se tornará mais forte. O mundo está a mudar, mas não pode cair na armadilha que tem seguido em que apenas os mais ricos conseguirão fazer a transição para a escola do futuro.
O chefe do Governo lembrou que o Plano Nacional de Alojamento Estudantil, lançado em 2019 e que pretende duplicar o número de camas em residências públicas, está a ser cumprido com recurso a verbas do Plano de Resiliência e recuperação (PRR), o que implica algumas regras.
A presidente da Federação Académica de Lisboa elogiou hoje a devolução do valor das propinas, considerando que poderá ajudar a reter jovens licenciados, mas alertou que a medida não dá qualquer resposta aos estudantes.
A ministra da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Elvira Fortunato, garantiu hoje que, até ao final de 2026, haverá mais 15 mil camas para estudantes, graças ao financiamento do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
O preço médio de um quarto para estudantes ultrapassa os 400 euros em Lisboa e Porto e a oferta privada disponível chega para menos de 10% dos jovens agora colocados nas universidades e politécnicos daquelas cidades.
“O plano SAVE é um plano de reembolso baseado no rendimento, que calcula os pagamentos com base no rendimento e no tamanho da família do mutuário – e não no saldo do empréstimo – e perdoa os saldos remanescentes após um determinado número de anos”, explicou a Casa Branca em comunicado.
A tensão volta a subir na Faculdade de Direito de Lisboa. Na base do protesto está uma intervenção do antigo presidente da Associação Académica da Universidade de Lisboa com “declarações" que os estudantes brasileiros consideram “ofensivas”.
A escola secundária D. Luísa de Gusmão e a escola António Arroio estão encerradas em protesto pelo movimento “Fim ao Fóssil: Ocupa!” e juntam-se ao Liceu Camões, na escola Rainha D. Leonor, na FCSH da Nova, na Faculdade de Letras do Porto, e a FEUC em Coimbra.
No seu discurso, o primeiro-ministro assumiu não ter “dúvidas nenhumas” que muitas das habitações destinadas a alojamento estudantil “foram desviadas para outro tipo de alojamento, seguramente, mais rentável, mas criando uma pressão e um desequilíbrio muito grande no acesso ao alojamento estudantil”.
Na opinião de Joana Mortágua, “está na altura de reconhecer que as palavras não podem ser vãs”, dando como exemplo as do Presidente da República quando reconheceu que “as propinas são uma barreira ao Ensino Superior” e à sua democratização, bem como “as palavras de todos dirigentes do PS que tomaram posição” sobre este tema.
Segundo os economistas, as três coisas que propulsionam verdadeiro crescimento são infraestruturas, educação e investigação. Portugal está mal nos três.
O mundo exige novas repostas. E o “Protótipos para a Humanidade” é um exemplo onde foram desafiados estudantes e investigadores das universidades de mais de 100 países, a apresentar ideias que resultam da inteligência coletiva com as comunidades.
Nas aulas, é evidente a enorme preocupação dos jovens com o seu futuro, que é também o futuro do país, algum descrédito sobre o andamento da economia e a intervenção do Estado, e até da teoria económica que embeleza os manuais.
Para lá dos encantos superficiais das ciclovias, dos “modos suaves de transporte” e do embaratecimento dos passes nas áreas metropolitanas, subsistem estruturas obsoletas e falta de visão sistémica para o país.
Na semana em que se assinalou o Dia de África, 25 de maio, celebrar a vinda de milhares de estudantes de países africanos para a Covilhã e para a Guarda é celebrar um novo cosmopolitismo interior, uma nova alegria e uma nova esperança.