O máximo foi atingido na sessão de segunda-feira 19 de outubro, quando o brent atingiu os 110,70 dólares. Esta terça-feira 20 de outubro o brent negoceia nos 110,48 dólares.
Devido a potenciais disputas geopolíticas, que podem incluir "uma guerra comercial entre os Estados Unidos e a China" ou a imposição de duras sanções ao Irão, prevê-se uma variação entre 65 e 80 dólares para o custo do barril, salienta a consultora energética Tempos Energía.
O barril de brent está a negociar acima dos 75 dólares, um valor que representa uma subida superior a 2% em relação a sexta-feira. Negociação está a ser impulsionada depois da OPEP ter adiado aumento da produção.
O crude do Mar do Norte, de referência na Europa, fechou a sessão no Intercontinental Exchange a cotar 1,43 dólares acima dos 71,12 dólares com que acabou as transações na terça-feira.
Menor procura e aumento potencial da oferta desta matéria-prima, receios de desaceleração da economia mundial, e o desempenho económico da China, são fatores que justificam esta quebra, como explicam os analistas consultados pelo Jornal Económico.
Segundo a “CNBC”, apesar disto, o preço do petróleo aumentou 3% esta semana, tendo recuperado do plano anunciado pela organização de países exportadores de petróleo (OPEC) de aumentar a produção no quarto trimestre.
A negociação do petróleo europeu concluiu em alta no dia em que o Banco Central Europeu baixou a sua taxa de juro de referência, pela primeira vez desde março de 2016, em 25 pontos-base.
A descida dos preços do petróleo tem estado associada à decisão da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP+) que anunciou, a 2 de junho, que poderá aumentar a sua produção de barris no quarto trimestre do ano. Todavia, isto só acontecerá se as condições de mercado o permitirem.
A Rússia terá descoberto as maiores reservas de petróleo do mundo na Antártida, zona protegida por um tratado internacional que impede a exploração desta e de outras matérias-primas. No entanto, peritos internacionais estão convictos que Moscovo não vai hesitar em explorar estas reservas que quase duplicam a capacidade da Venezuela que possui atualmente as maiores reservas a nível mundial.
O preço do petróleo fechou a última semana com uma descida superior a 6%, o que deixou o crude Brent, referência na Europa, nos 83,8 dólares, e o West Texas, referência nos Estados Unidos nos 78 dólares provocado por um abrandamento nos receios do conflito no Médio Oriente.
A OPEP não está interessada em preços baixos e os Estados Unidos não estão interessados em preços altos. Para já, esta 'guerra' mundial está a ser ganha pelos EUA. O resto do mundo (não produtor) agradece.
A bolsa de Lisboa encerrou no 'vermelho', num dia fortemente marcados pelas mexidas que se fizeram sentir no mercado petrolífero. O barril de crude está a cair mais de 4%, prejudicando as cotadas da energia, mas transmitindo boas sensações noutros sectores.
"Os principais parceiros na situação atual são a China, cuja quota aumentou para cerca de 45-50%, e, claro, a Índia", revelou o vice-primeiro-ministro Alexander Novak, que tutela, também, o sector energético da Rússia.
O BCP é a cotada que mais recua, desvalorizando 1,68% para 0,2750 euros, seguido da NOS e da REN, que caem 1,06% (3,17 euros) e 1,04% (2,385 euros), pela mesma ordem.
Os barris de Brent e de crude estavam a desvalorizar fortemente após o fecho dos mercados na terça-feira. Em simultâneo, os principais mercados da zona euro registaram perdas.
O PSI encerrou a ganhar 0,49%, em linha com o dia positivo nas congéneres europeias. Esta quarta-feira ficou ainda marcada pela queda acima de 3% no barril de petróleo.